Monthly Archives: Novembro 2011

Pequenas conquistas, grandes sensações!

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Assistindo a uma série americana, foi inevitável pensar sobre meu momento atual. Em um dos episódios os personagens falavam sobre “primeiras vezes”, sem, necessariamente, conotação sexual. Quando se faz uma mudança radical de vida e carreira como a que eu fiz, de presente você ganha a oportunidade de viver “primeiras vezes” novamente. A primeira vez que peguei um ônibus sozinha, a primeira vez que fui comprar coisas sozinha, a primeira vez que tive que resolver um problema sozinha (em outro idioma, em outro país), meu primeiro almoço “de negócios”, a primeira amizade, o primeiro saque de dinheiro com o primeiro cartão de banco (ok, talvez para mulheres isso tenha um valor um pouco maior…rs). Sensações indescritíveis, apesar de serem pequenos e corriqueiros feitos.

Todas essas coisas parecem bobas, mas não são. Elas representam a chance de reaprender coisas e de valorizar pequenos momentos, pequenas conquistas. É como começar do zero e dar os primeiros passos. E essa sensação, quando bem aproveitada, não tem preço.

Hoje consigo entender alguns conselhos que recebi quando planejava minha viagem. Há duas pessoas em especial cujas palavras me recordo todos os dias: O Zé Eduardo, meu amigo e chefe na VOCÊ S/A (que passou um ano em NY estudando) e um dos meus mentores de carreira, Sérgio Chaia, que hoje é presidente da Nextel. O Zé sempre deu a maior força e me dizia algo que faz todo sentido agora. A experiência de morar fora te transforma como pessoa, independente do que você faz (trabalho, estudo, etc). E as palavras de incentivo do Sergio foram ‘a cereja do bolo’: mesmo que tudo dê errado, já deu certo!

Tenho certeza disso!

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O trabalho dignifica ou escraviza o homem?

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Os profissionais brasileiros são campeões quando o assunto é jornada de trabalho extensa. 60% dos empregados trabalham mais de 8 horas. Em seguida estão os mexicanos, seguidos dos peruanos, neo-zelandeses e indianos, nesta ordem. Esta pesquisa, da empresa de escritórios virtuais Regus, foi publicada na semana passada em um jornal gratuito daqui.

Isso não é novidade, claro. Só corrobora com o que presenciamos no dia a dia. E, fato, muito difícil conseguir trabalhar apenas as 8 horas diárias estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil eu tinha uma rotina tão doida na redação, que só hoje consigo ter clareza sobre os efeitos dela no meu corpo e na minha cabeça. Motivos mil: carga de trabalho puxada, muitas vezes, falta de organização com as tarefas do dia, muita reunião ou, simplesmente, a paixão pelo o que fazia, que me levava a ficar horas a mais por ali, só pra ver um projeto sair do papel.

Acho que isso acontecia comigo e acotece com estes mais de 60% de profissionais que não trabalham pra viver, mais vivem pra trabalhar (clichê, mais é o que acontece). Hoje, vivendo uma outra realidade neste meu, digamos, sabático, vejo isso com mais clareza. Dentro do meu projeto de vida “México”, tirar o pé do acelerador e reaprender a ter uma relação boa com o trabalho, redescobrindo hobbies, paixões, buscando formas diferentes de aprender e, por que não, me conhecendo melhor!

Não vou dizer que está sendo fácil. Nem um pouco. As vezes me sinto como um carro que vinha a 150 quilômetros por hora em uma estrada e que, repentinamente, bateu em um poste. Parada brusca. Há dias de tristeza, de dúvida, de irritação e, sim, de alegria e paz. Acho que é normal. O importante é sentir que, aos poucos, estou atingindo meu propósito. E essa sensação,sim, é impagável.

Claro que quando voltar ao Brasil ou ao mercado, certamente haverá dias com horas extras, finais de semana de trabalho, mas tenho certeza de que o resto da minha vida terá um ouro gostinho, que talvez eu não conhecesse sem esta mudança. E aí, por que não tentar?

Quando a vida chama

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Bom, pra explicar. Meu namorado recebeu um convite de expatriação para o México. Casa de ferreiro, espeto tem que ser de ferro. Não tinha outra reação a não ser apoiar, afinal, esta é uma experiência profissional incrível, como muitas vezes escrevi aos leitores. Mas, e eu?
O nome original deste blog seria Quando a vida chama (mudei porque achei muito nome de novela mexicana….piada pronta demais!), justamente porque é assim. Não temos controle sobre tudo e quando você imagina que as coisas estão indo para determinado lado….ela chama! As vezes com dor, as vezes com amor, mas ela chama. E ela me chamou, afinal, morar fora do país sempre foi uma vontade. Um desejo que eu esboçava, rabiscava na cabeça, ameaçava, mas sempre me sabotava (inconscientemente, claro), pelo medo do novo. Acho que todo mundo tem certa resistência pra mudar. Uns encaram prontamente, outros demoram um pouco mais e outros nem sequer cogitam esta possibilidade – me encaixo na segunda “categoria”.
Decidi mudar, sim, com cautela, com preparação (só depois vi que isso era bobagem, porque por mais tempo que se tenha, sempre ficam pendências). E estou aqui hoje, com frio na barriga, sim, mas disposta a aprender o que a vida reservou pra mim quando me chamou para esta nova caminhada, este novo rumo. O que será que vem pela frente??? “Bora” lá descobrir!!!!

Em tempo, muito obrigada por todas as mensagens de carinho, de apoio e aos meus primeiros “seguidores” do blog!!! Tomara que eu não decepcione!!! =o)

Novos rumos

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Melancolia à parte, esta música do Paulinho da Viola é a introdução perfeita para este post inaugural do meu blog. Eu, que sempre acreditei ter controle sobre tudo, fui surpreendida com a necessidade de mudar. Não qualquer mudancinha. Uma mudança radical de vida!
Precavida como sempre fui, a decisão não veio do dia para a noite, num rompante de impulsividade. Foram meses de reflexão. Eu tinha uma vida estável, uma carreira em expansão em um emprego que eu amava e uma grande e confusa família (como toda família), com quem sempre fui muito apegada. Além disso, uma característica pessoal, apesar de muitos não acreditarem, é a dificuldade de me jogar ao novo, assim, de olhos fechados. Mas uma certeza me ajudou na decisão: a sorte da gente é a gente que faz! E é por isso que esta música inaugura o blog Mudanças de Rumo, onde eu pretendo contar um pouco do meu processo de decisão de mudar e, as dificuldades de começar praticamente do zero, em um novo país, uma nova vida! Bem-vindos!