Monthly Archives: Dezembro 2011

Não deixe 2012 escapar

Padrão

Quais seriam suas promessas de ano novo, se este fosse o último da sua vida??? Pense um pouco e voltamos a falar nisso mais à frente!

Não preciso dizer como este foi um ano especial pra mim. Tive perdas, momentos tristes, claro. Mas sem sombra de dúvidas 2011 foi um divisor de águas na minha vida. As experiências e mudanças que vivi (e o turbilhão de sensações que as acompanham) deram origem a este blog, aliás.

Em 2011 tive a oportunidade de me conhecer um pouquinho mais, de repensar crenças e comportamentos, de valorizar coisas diferentes, de experimentar novas (e por vezes assustadoras) sensações, de me questionar, me desafiar. Tive a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes e possibilidades novas, que me apresentaram um horizonte mais amplo. E recomendo…

Recomendo tanto, que nas minhas promessas de ano novo (aquelas que fazemos todos os anos nesta época), mais do que emagrecer uns quilinhos (esta já é default, pois a faço ano após ano! Rs), viajar mais, blábláblá, também quero me comprometer a continuar vivendo novas coisas e intensificar esta fase de aprendiz (mesmo que as vezes não seja um pouco dolorido)!

Faço este convite a vocês também, desejando a todos um 2012 cheio de novidades, de bons desafios. Um ano com adrenalina, de questionamentos, de incertezas (por que não?), de aprendizados, de autoconhecimento e, principalmente, um ano de muita coragem pra fazer diferente e se arriscar mais!

Tudo isso tem um pouco a ver com a pergunta que fiz no começo deste post. Aliás, já pensou na resposta? Certeza que pensou em coisas ousadas, fora do comum, afinal, seria “agora ou nunca”, né?! Mas, por que não começar já????

Em tempo: 2012 pode ser mesmo sua ultima chance, pelo menos é o que previram os Mayas há milhares de anos…pelos cálculos deles (sempre muito precisos), em 21 de dezembro próximo se encerra um ciclo ( interpretado como fim do mundo por alguns). Os preparativos já começaram por aqui….mas esta é uma história pra 2012. Até lá!!!

20111230-141713.jpg

Anúncios

Uma hora a ficha cai

Padrão

Bom, primeiro desculpe pelo sumiço. Confesso, esta coisa de festas, ceia, deu preguiça! Mas nesta correria toda, véspera da chegada de um novo ano, tenho pensado sobre muitas coisas. Uma delas é a certeza cada vez maior de que a gente se acostuma com tudo. Nossa ansiedade no meio de uma mudança é tão grande que as vezes não somos capazes de perceber quando as coisas já se acalmaram. Essa ficha caiu no dia 25 agora, dia de natal.

Pra mim o natal sempre foi uma festa gostosa e familiar. Sempre foi da mesma forma: véspera com a família do meu pai e 25 com a da minha mãe. Passava o ano todo esperando esta data e tinha verdadeiros pesadelos toda vez que pensava na possibilidade deste “ritual” mudar. Aos poucos realmente foi mudando. Mas nos últimos dois anos a mudança foi radical. Em 2010 passei meu primeiro natal longe de casa, da minha família. As semanas que antecederam minha viagem pra passar as festas aqui com meu noivo foram angustiantes. Como acontece na maioria das vezes, apesar de uma tristezinha, na hora do “vamos ver” foi mais tranquilo do que imaginei. Mas, este ano, apesar da saudade, foi diferente. É como se essa fosse minha nova realidade. Um novo ritual nasceu!

O que quero dizer é que muitas vezes criamos monstros para dar forma ao ‘novo’. Com isso, deixamos de viver coisas diferentes por puro medo de não se adaptar, medo de alguma coisa que não sabemos exatamente como vai terminar, por não querer abrir mão das nossas certezas, enfim. Um pouco do que tenho falado aqui desde que comecei a escrever o blog. Mas neste natal, me dei conta mais uma vez, de que quando a gente arrisca, passado aquele turbilhão de sensações inicial, as coisas naturalmente se encaixam. E, quando menos se espera, nos damos conta de que aquela nova vida, rascunhada e caricaturada até ali, se tornou nosso “roteiro original”, que pode ser tão ou mais instigante do que o anterior. Essa sensação é única, garanto!

O que você pode aprender com o Chaves (aquele da vizinhança)

Padrão

Mudar de rumos é, além de se abrir ao novo, conhecer melhor personagens e histórias que já faziam parte da sua vida e, porque não, tirar lições disso! Tenho tido esta oportunidade aqui. Mais do que rever a minha própria trajetória, tenho ido mais fundo na história da Frida Kahlo, das civilizações que habitaram este território antes da colonização espanhola, para entender o porquê de alguns hábitos daqui e….conhecer mais a fundo a história do Chavo del Ocho (o Chavito, aquele da vila, do sanduíche de presunto e dos ‘Chuuuuros’).

Ok, admito, sou “Chavomaníaca” desde criança. Assisti todos os episódios que passaram no Brasil. Não tenho vergonha de dizer isso, ainda mais hoje, quando entendo o significado desta série para a história da TV. Criada em 1971 pelo Chespirito (apelido do Roberto Bolaños), a trama está no ar ininterruptamente há 40 anos. Que programa chegou aí???Enredo simples, personagens simples, mas capaz de fazer sucesso geração após geração (meu pai até hoje gosta de ver, eu vi muito e minhas sobrinhas adooooram o Chavito). O programa ganhou horário nobre na Televisa (principal emissora mexicana), foi transmitida em vários países da América Latina (em espanhol e português) e também teve traduções em japonês, francês e italiano (li uma vez que também foi transmitida no Marrocos e na Índia).

Pra mim, o segredo de sucesso do Chaves e o aprendizado, pessoal e profissional que se pode tirar daí é a simplicidade. Seja na vida ou no trabalho, a tendência é sempre acharmos que só o novo, as coisas complexas e mais rebuscadas é que devem ser levadas em conta. Discordo. Via de regra, quanto mais simples, direto e objetivo, melhor. No nosso trabalho na redação da VOCÊ S/A, por exemplo, o desafio sempre foi contar ao leitor sobre um determinado tema da forma mais clara e objetiva possível, sem rodeios. Chaves é o que é, sem lero-lero.

Mas também dá pra tirar lições do fracasso do Chaves. Apesar do sucesso na frente das telas, nos bastidores os atores brigam entre si há anos. Na minha opinião, o estrelismo e o ego foram o calcanhar de Aquiles. O projeto fez tanto sucesso, que cada um começou a querer pegar os louros pra si e tirar vantagem daquilo. Esqueceram que o sucesso não estava no personagem X ou Y, mas naquela turma toda junta, na equipe. Parece papo piegas, mas é exatamente isso.

Quero compartilhar esta história com vocês, para que me digam se concordam ou não. Pra isso, postei abaixo um documentário que vi na TV Azteca semana passada. MUITO legal e vale a pena cada minutinho….ainda que esteja em espanhol, se você não fala o idioma, assiste mesmo assim…dê uma chance ao novo!

No meio do caminho tinha…

Padrão

…um monumento majestoso!!!

Foi andando despretensiosamente pelas ruas da Cidade do México, num sábado afobado em busca de um posto da companhia de luz chilanga (nome que se dá às coisas ou pessoas que são na Cidade do México) que nos deparamos com esta incrível e gigante construção. Assim, ao acaso, sem querer! inevitável soltar um “UAAAU”, mesmo no meio da nossa correria.

Olha o que encontramos acidentalmente por aqui! Um monumento idealizado em 1897, que começou a ser construído em 1910, mas só foi finalizado em 1938.

Descobrir o México tem sido um dos grandes baratos desta mudança. Não sei quanto a vocês, mas antes de vir pra cá pela primeira vez, conhecia pouco daqui. Ao ouvir a palavra “México”, certamente as coisas que viriam à minha cabeça espontaneamente seriam: Chaves, Chapolin, Caribe, tequila, Mariachi, ligeirinho, “ai ai ai”, “arriba” e narcotráfico, não necessariamente nesta ordem. Mas ao contrário do que imaginava, andar pela Cidade do México (e em outras cidades mexicanas também) é uma aventura pela história e topar com estas “surpresas arquitetônicas” é comum! Por isso, também quero contar um pouquinho deste México desconhecido por aqui…não deixa de ser uma mudança de rumo, não é!?

Bom, na volta, não tinha como deixar de dar aquela paradinha pra desbravar a descoberta. Aliás, além do mega monumento, várias pessoas se deliciavam na sinfonia de jatos de água que brotavam do chão (dá pra conferir no vídeo que fiz e coloquei no final deste post!)…20 minutos de água ritmada, 40 de descanso. E assim a diversão fica garantida pelo dia todo (mesmo com o frio danado que anda fazendo por aqui).

Logo descobrimos que o monumento de 63 metros de altura, idealizado para ser o mais exuberante Palácio Legislativo da época, tem vários atrativos. Em 2010, foi inaugurado um elevador panorâmico que nos levou a 57 metros de altura para ver a cidade láááá do alto…com direito a cafeteria para ajudar a desfrutar do momento! A construção é também um mausoléu, com os restos mortais dos heróis da revolução…semi-deuses por aqui! E é ali também, bem embaixo das toneladas de ferro e concreto, que está o Museu de la Revolución, inaugurado em 1986 para celebrar a revolução de 1910 (um marco aqui). Não fomos ao museu, porque estava meio cheio e, confesso, a fome bateu! Mas valeu pela vista lá de cima (dizem que 360 degraus a separam do chão)!

E certamente voltarei. Afinal, mudanças de rumo devem vir acompanhadas de novas bagagens…quero as minhas cheias!!!

Para “turistear” por aqui:
Monumento a la Revolución
ONDE? Plaza de la República, S/N (Colônia Tabacalera, Delegación Cuauhtémoc)
O QUE TEM LÁ? Mausoléu dos heróis da Revolução de 1910, mirante de 57 metros de altura com vista 360 graus e Museu de La Revolución
ARQUITETOS: Emile Benard – Carlos Obregón Santacilia
QUANTO? $23,00 (pesos mexicanos) para o mirante e $40,00 (estudantes, professores, idosos e crianças pagam $20,00)
HORÁRIOS DO MIRANTE: terça a quinta, de 10h-18h / sexta e sábado: 10h-22h / Domingo: 10h-20h
HORÁRIOS DO MUSEU: terça a domingo, de 9h-17h

Nota

Engraçado observar como nada é absoluto. Nem nossa vida, nem nossas convicções, que dirá nosso emprego (este, aliás, menos ainda). Por isso bato na tecla de que mudar, ou pelo menos se abrir para o novo, é fundamental.

Há alguns meses, como jornalista, eu estava no papel de entrevistadora de pessoas, contadora de histórias. Hoje, vivo o papel de entrevistada, pelo meu competentíssimo amigo headhunter, Marcelo Cuelar. Ele, aliás, foi muitas vezes entrevistado por mim. Uma inversão de papéis bacana!!! =o)

Quando ele me propôs este “papo”, depois de ler meu blog, nem hesitei. Ele queria mostrar o caso real de alguém que fez uma mudança. E o resultado está aqui no Na Mira do Headhunter. Perguntas muito habilidosas! Vale a pena ler (e acompanhar o blog dele!!!)!

Ironias da vida

Enfim, o México me deu as boas vindas!!!

Padrão

Dizem que para viver no México tem que se acostumar com os tremores de terra. O mexe-mexe é tão comum por aqui que há quem se divirta vendo o lustre balançar e seus cristais refletirem as cores do arco-íris (relato verídico, juro!). Por diversas vezes a tradicional “há quanto tempo você vive aqui?” vem seguida por “e os tremores?”. Sendo assim, já estava me sentindo indesejada aqui por nunca ter passado por isso. Verdade que o bairro onde vivemos é um dos mais altos e (não me perguntem por que) é mais difícil sentir os tremores.

Eis que aconteceu. No último sábado, lá pelas 19h47 o chão do nosso 29o andar começou a sacolejar forte. Acordei meu noivo que cochilava e ficamos encostados na parede – por ironia ele havia feito uns dias antes um treinamento para terremoto, tipo estes de incêndio que fazemos no Brasil. Enquanto pedia pra que aquilo acabasse rápido, só conseguia ver as luminárias ao lado da nossa cama sacudindo (depois ele me disse que a TV ia de um lado pro outro). O terremoto durou 48 segundos. Uma eternidade para marinheiros de primeira viagem como nós. Saí no corredor para ajudar a vizinha que estava em prantos com o cachorrinho na mão e pude ver que não éramos os únicos assustados por ali.

Logo vieram as notícias oficiais, dizendo que estava tudo bem e que não haviam grandes danos à gente e à cidade (depois descobrimos pelos jornais brasileiros que 3 pessoas morreram, mas aqui nada foi dito). De fato nada muito sério se notou pela cidade. Só encontramos esta vidraça quebrada na rua.

Efeitos do terremotos na Cidade do México (10/12/2011)

Já estava até me acostumando com a ideia, até que, conversando com um taxista, descobri que este terremoto foi apenas 1 grau menor do que o de 1985 (que bom que não soube disso antes…glup), o mais devastador até hoje por aqui. Qualquer mexicano tem uma história para contar sobre este tremor, que derrubou a cidade.

Times da época

No final das contas, a experiência acabou rendendo boas histórias. Afinal, como viver no México sem conhecer esta estranha sensação???….que venham os próximos! rs

Ah, se alguém tiver curiosidade de saber mais sobre o famigerado terremoto de 1985, encontrei um documentário bem bacana da Discovery México.
PARTE I
PARTE II
PARTE III
PARTE IV
PARTE V

Convivendo com as diferenças

Padrão

21% dos mexicanos candidatos a uma vaga de emprego chegam atrasados à entrevista. Este dado, da empresa de RH Universo Laboral foi publicada na semana passada no Publimetro (reportagem completa, AQUI, nas páginas 33 e 34).

Não me espanta nem um pouco. Desculpem os amigos mexicanos, mas se tem uma coisa que me tira do sério e com a qual provavelmente não vou me acostumar aqui é a falta de pontualidade e compromisso com horários. Ok, nós brasileiros não temos muita moral no assunto. Mas é que a coisa aqui é tão arraigada (hábito cultural mesmo), que, acho, só quem vem de fora tem noção da intensidade disso. Em quase dois meses, raras foram as vezes em que não tenha ficado plantada por pelo menos 40 minutos esperando por alguém. E não pensem que rola um “desculpe pelo atraso”. Não mesmo! É normal e ponto. E acho que esta é a diferença. Os brasileiros se atrasam, mas pedem desculpas, em alguns casos com uma desculpa esfarrapada.

Agora, quando você muda a um novo lugar, uma das regras de ouro é se adaptar à cultura local e não tentar impor os seus hábitos ali. Além de aprender coisas novas e desenvolver uma competência mega importante – a flexibilidade -, essa atitude reduz muito as chances de estresse. Certo? Na teoria sim. Duro é praticar. Por isso, sigo com bom humor, disposição para me adaptar, chás de erva cidreira, respiração relaxante, meditação e, claro, artimanhas para driblar esta diferencinha cultural (já estou começando a marcar compromissos com 1 hora antes do que gostaria, contando com a “margem de erro”). E tem tanta coisa legal que o México e a galera aqui tem pra ensinar, que isso vira detalhe!

Viva as diferenças culturais!