O que você pode aprender com o Chaves (aquele da vizinhança)

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Mudar de rumos é, além de se abrir ao novo, conhecer melhor personagens e histórias que já faziam parte da sua vida e, porque não, tirar lições disso! Tenho tido esta oportunidade aqui. Mais do que rever a minha própria trajetória, tenho ido mais fundo na história da Frida Kahlo, das civilizações que habitaram este território antes da colonização espanhola, para entender o porquê de alguns hábitos daqui e….conhecer mais a fundo a história do Chavo del Ocho (o Chavito, aquele da vila, do sanduíche de presunto e dos ‘Chuuuuros’).

Ok, admito, sou “Chavomaníaca” desde criança. Assisti todos os episódios que passaram no Brasil. Não tenho vergonha de dizer isso, ainda mais hoje, quando entendo o significado desta série para a história da TV. Criada em 1971 pelo Chespirito (apelido do Roberto Bolaños), a trama está no ar ininterruptamente há 40 anos. Que programa chegou aí???Enredo simples, personagens simples, mas capaz de fazer sucesso geração após geração (meu pai até hoje gosta de ver, eu vi muito e minhas sobrinhas adooooram o Chavito). O programa ganhou horário nobre na Televisa (principal emissora mexicana), foi transmitida em vários países da América Latina (em espanhol e português) e também teve traduções em japonês, francês e italiano (li uma vez que também foi transmitida no Marrocos e na Índia).

Pra mim, o segredo de sucesso do Chaves e o aprendizado, pessoal e profissional que se pode tirar daí é a simplicidade. Seja na vida ou no trabalho, a tendência é sempre acharmos que só o novo, as coisas complexas e mais rebuscadas é que devem ser levadas em conta. Discordo. Via de regra, quanto mais simples, direto e objetivo, melhor. No nosso trabalho na redação da VOCÊ S/A, por exemplo, o desafio sempre foi contar ao leitor sobre um determinado tema da forma mais clara e objetiva possível, sem rodeios. Chaves é o que é, sem lero-lero.

Mas também dá pra tirar lições do fracasso do Chaves. Apesar do sucesso na frente das telas, nos bastidores os atores brigam entre si há anos. Na minha opinião, o estrelismo e o ego foram o calcanhar de Aquiles. O projeto fez tanto sucesso, que cada um começou a querer pegar os louros pra si e tirar vantagem daquilo. Esqueceram que o sucesso não estava no personagem X ou Y, mas naquela turma toda junta, na equipe. Parece papo piegas, mas é exatamente isso.

Quero compartilhar esta história com vocês, para que me digam se concordam ou não. Pra isso, postei abaixo um documentário que vi na TV Azteca semana passada. MUITO legal e vale a pena cada minutinho….ainda que esteja em espanhol, se você não fala o idioma, assiste mesmo assim…dê uma chance ao novo!

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