Não basta mudar, é preciso também abrir a cabeça

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Sumi, não nego. Mas é que esta nova vida de estudante, profissional, “esposa” e responsável por uma casa (pra não dizer dona de casa) bagunçou minha rotina (que já estava quase encaminhadinha). Mas, aos poucos coloco meu dia-a-dia nos trilhos.

Já passei fases piores, mas confesso que há dias que tudo isso me causa muita ansiedade: por não conseguir fazer tudo o que quero, por não estar ainda no ritmo que eu gostaria, enfim. Mas esta semana ouvi de dois profissionais que respeito muito que tudo isso é normal e que é preciso mais do que três meses pra que estas coisas comecem a acontecer. Isso me deixa um pouco mais aliviada e com a missão de gerenciar minha ansiedade – ponto importantíssimo para quem quer mudar ou já fez uma mudança.

Mas em uma destas conversas que tive esta semana com a Nany, uma querida amiga (que além de uma pessoa com uma bagagem incrível, tem experiência em mudanças e suas implicações, já que viveu isso ao lado do marido, o Nélio, história que já contei aqui) me fez acender uma luz amarela. Ela me disse uma coisa que ainda não tinha pensado: quando mudamos de vida, de trabalho, de rotina ou o que quer que seja, uma forma natural de lidar com isso é nos mantermos presos aos nossas antigas crenças e costumes. Eu particularmente acho que essa é uma maneira inconsciente de nos sentirmos seguros diante de transformações muito grandes.

Enquanto ela falava, eu fazia uma análise rápida dos meus últimos três meses. E percebi que tenho feito isso! Mesmo tendo mergulhado de cabeça nesta mudança e esteja super contente com minha escolha, para algumas coisas minha cabeça continua funcionando da mesma forma. Ainda tenho na cabeça o perfil da “Renata antiga”, continuo lendo revistas de negócio e carreira como se fossem meus únicos interesses, esperando os mesmos resultados que tinha anteriormente e tentando repetir aqui no México meu modelo de vida antigo no Brasil. Isso é um erro, claro! Fazendo isso posso estar deixando passar outras oportunidades que não estou enxergando, porque continuo com os “óculos do passado”. Afinal, vivo dizendo aqui que mudar é se abrir ao novo (o que de fato acredito). Mas percebi que caí na armadilha da mudança, como boa parte das pessoas que mudam.

O desafio agora é maior, porque além de pensar coisas novas, como tenho feito, preciso me policiar para que meus velhos moldes não sabotem meus novos rumos em construção. Assim como a Nany me acendeu a luz (obrigada, minha amiga!) para isso, espero que este post também seja útil para quem quer dar uma virada (ou já a fez). Mais do que mudar de rumos, é preciso que a cabeça vá para o mesmo lado! #ficaadica

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7 responses »

  1. Nossa Rê, essa sua reflexão me fez pensar mto nas minhas mudanças…. Que, confesso, nem todas foram minhas opções, mas algumas circunstâncias que a vida me colocou.
    Mas, antes de ser um vítima das surpresas da vida, prefiro acreditar que são oportunidades de novas fases e nova forma de vivê-la, aprendendo com os erros e acertos do passado, mas, sobretudo, mudando a cada dia.
    Agora, isso não é fácil e o “novo” sempre assusta! E, constantemente me pego querendo voltar correndo para minha velha vida… E pra tudo aquilo que acreditava! (Igualzinho a reação da Mariana quando fica com medo e volta correndo pra agarrar as minhas pernas….rs….) E, não porque a minha vida antes fosse melhor que a de hoje (aliás, muito pelo contrário….rs…) Mas, é que como ela já era conhecida, me traz uma falsa sensação de segurança!!!
    Mas, como mudar é preciso….rs… Vamos ao novo, com as suas surpresas…. Desejo de coração MUITA felicidade nessa nova fase da sua vida e tenha paciência com você mesma para assimilar tudo isso!!! Já te admiro só pela coragem de viver essa mudança!!!
    Bjos e adorei conhecer esse seu cantinho aqui!!!
    Aline

    • Lí, MUITO bom seu comentário! Concordo e acredito em tudo o que disse! Como escrevi no post, ficar preso ao mindset passado e esperar que tudo nos leve aos mesmos resultados é uma forma, sim, de se sentir mais seguro. Uma falsa sensação, como vc mesmo disse. Casa vez mais acredito que as mudanças – boas ou ruins, premeditadas ou não, voluntárias ou involuntárias – são sempre produtivas e acontecem Pra nos ensinar alguma coisa, mesmo que nos façam sofrer e nos angustiarmos algumas vezes. Tem gente, como
      vc Tbm disse, que prefere se vitimar a extrair o que há de melhor nestas situações e fazer delas alavancas para viver e aprender coisas novas. Uma pena!
      Que bom que vc tem esta consciência…fica mais fácil enfrentar as mudanças, ainda que continuarão sempre causando angústia, medo e insegurança a princípio!
      Obrigada pelo super depoimento “coração aberto” e pelos votos de sucesso!!!! Desejo o mesmo Pra vc, sempre!
      Apareça sempre por aqui Pra deixar suas contribuições!!!!

      E quero saber sobre suas mudanças um dia! Vamos marcar um papo por Skype???

      Bjs

  2. Minha querida, evitar seguir nosso padrão de funcionamento é quase impossível. Acredito que conseguimos mudar quando tomamos consciência deles – o que você já o fez, rapidamente – e a partir de ali tentar comportamentos diferenciados. O exercício de reencontrar nossa essência exige muito amor com a gente mesma. Suavidade e sensibilidade. Acredito que não é na força, embora precisamos de perseverança. Aprendi que a nossa alma se manifesta em ambientes aconchegantes.

    E, uma boa ou má notícia, dependendo do ângulo, claro, é que a busca pela reconexão com nossa essência, me parece, é eterna.

    beijos!

  3. Oi Renata,
    apagar completamente o seu modus operandi anterior é impossível e sem sentido pois ele a trouxe até onde você está agora, o rico das mudanças é abrir sua percepção para novas áreas, cenários, percepções que complementem de forma inesperada e sem padrão o que você já é hoje. Aos poucos você vai ver que está vendo as coisas de um modo diferente, e legal que você já percebeu que precisa dar essa abertura.
    Sucesso!

    • Querido Marcelo, obrigada pelo seu comentário, muito sábio como sempre! De fato nosso modo de funcionar e ser, nossas crenças não devem ser ignoradas ou deixadas para trás. Mas ficar apegado a elas como se nada de novo pudesse fazer parte das nossas vidas e esperar que tenhamos os mesmo resultados, ainda que a equação já tenha mudado só dificulta as coisas. Como você bem disse, é preciso se abrir ao novo!!! Vamos nessa!!!!! Bjs

  4. Estou “devorando” seus post, que estão me dando aquele empurrão de quem já passou pela experiência. Estamos prestes a mudar para Cidade do México previsto p/13/07/2013 e neste momento a ansiedade está tomando conta e não consigo dividir e ter opiniões positivas com as pessoas que nos cercam por falta de coragem ou vivência mesmo. Adorando tudo!!

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