Você quer virar estatística???

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As pessoas realmente estão infelizes no trabalho. Fato!

Digo isso com tanta certeza, porque, além da minha experiência depois de 7 anos trabalhando com profissionais e suas carreiras, tenho notado que de cada 3 buscas que as pessoas fazem no Google e chegam ao meu blog, 1 é pelo tema “trabalho escraviza” (tema que abordei no post O trabalho dignifica ou escraviza o homem?). Acompanho diariamente a audiência do site e ao menos 1 vez por dia alguém acessa o blog por este caminho. Mesmo sabendo disso, esse dado é assustador pra mim!

Uma pesquisa recente da Universidade de Londres divulgada no final de janeiro comprovou que trabalhar mais do que 11 horas diárias duplica as chances de um profissional ter depressão. A situação, segundo a pesquisa, é ainda mais crítica entre jovens (que estão em começo de carreira e precisam provar, para si e para os demais, que são competentes) e mulheres (que acumulam mais tarefas fora do trabalho, como cuidar da casa e dos filhos). Por outro lado, Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1994, já estimava cerca de 157 milhões/ano de novos casos de depressão relacionadas a sobrecarga de trabalho. E o Brasil é o campeão de depressão, segundo divulgou a OMS em julho do ano passado.

Pouco antes de sair do trabalho, tomei contato com o tema opt out, estudado pela professora Tânia Casado, da FEA-USP. Ele se refere ao movimento de saída ou rompimento radical dos profissionais com o mundo corporativo tradicional. Ou seja, aquelas pessoas que jogam tudo pro alto, porque estão saturadas do modelo e da pressão no escritório. Quantos casos de profissionais que mudam radicalmente de rumos você conhece? Eu tenho ouvido cada vez mais casos assim. O problema, segundo as pessoas com quem falei, é ainda maior nas mulheres, que, como citei acima, se sente cobrada por todos os seus papéis na vida: mulher, profissional, mãe, esposa, etc. O problema, segundo e contou o Rafael Souto, da consultoria Produtive (ele está super interessado e envolvido com este tema), o problema é que as pessoas deixam o estresse chegar a tal ponto que de uma hora para outra explodem e jogam tudo para o alto, sem planejamento, no calor do momento. Em muitos casos, umas férias resolveriam. Sabe assim? Resultado: boa parte das pessoas se arrependem e, muitas vezes, acabam enfrentando mais dificuldades de voltar ao mercado. Se você se interessou pelo opt out, a VOCÊ S/A (acho que a deste mês, se não me engano) fez esta reportagem.

Então, se você tem um trabalho que causa mais estresse do que traz satisfação e benefícios, não empurre a mudança com a barriga. Trabalho é fonte de renda, sim, mas também tem que trazer realização.

E pra quem está a ponto de explodir, se sente cada dia mais desanimado (a) e estressado. Cuidado! Tire uns dias de descanso para colocar as ideias no lugar e, assim, tomar melhores decisões. Porque mudar é bom, mas tem suas dificuldades e, se não planejada, pode ser um remédio beeem amargo!

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5 responses »

  1. Pingback: Você é feliz no trabalho? « MUDANÇAS DE RUMO

  2. Boa noite Renata, encontrei teu blog lendo a entrevista que tu deu para o blog “Na mira do headhunter”.
    Bem eu precissooo desabafar urgente, pois eu estou nessa situação… ” o problema é que as pessoas deixam o estresse chegar a tal ponto que de uma hora para outra explodem e jogam tudo para o alto…”
    Tou nesse ponto, de explodir, mas garanto que umas férias não resolve rsrs!

    Tenho muuuita coisa pra contar, li teu blog desde o início de Novembro até agora, e cada post que eu lia sentia uma pontada, como se tivesse algo me cutucando.

    Não dá pra escrever um livro por aqui né, então vou parar, procurei teu email para te escrever mas não achei.

    Estou seguindo teu blog por email, espero poder trocar algumas idéias.

    Abraços.

  3. Bom dia, Renata.
    Muito interessante seu blog. Ler esse tipo de experiência pode me alavancar uma vontade de fazer o que você faz.
    O meu caso, acredito que seja um pouco diferente, pois não tenho reservas finaceiras para esse tipo de experiência. A cada dia que passa me sinto mais convicente de que desperdiço meu tempo, não consigo ir trabalhar com prazer, sempre está faltando alguma coisa. E a minha mudança não seria apenas mudar de emprego, acredito que seria mudar de área, mas ainda não consegui descobrir o que brilha os meus olhos, quais são meus talentos, etc.
    Sou solteiro, moro sozinho.
    Há alguma dica para o meu caso?
    Abs,

  4. Renatinha!!!!!!! Vc é quase minha irmã gêmea! Além de jornalista…….pensamos muito igual! também larguei tudo….tive que “pegar” de novo, mas logo irei fazer o que sempre quis: SER FELIZ! beijos e parabéns!

    • Oi Leda!
      É isso aí…as vezes essa é a única maneira da gente se encontrar ou reencontrar…cortes radicais que são mais difíceis, mas ensinam mais!!!
      Sorte e continue mandando msgs!!!

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