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É fundamenta fazer networking corretamente

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Nossa, parece que faz uma eternidade que não apareço por aqui! (e faz mesmo!)
Na verdade estive tão ausente porque além de tirarmos uns diazinhos de férias, comecei a trabalhar mais intensamente em uns novos projetos, que têm tomado muito meu tempo.

Resolvi (re) estrear por aqui com este tema, porque além de ser de interesse geral (na VOCÊ S/A era um dos preferidos dos leitores e internautas), minha rede de contatos tem sido minha salvação nesse meu novo desafio profissional. De verdade, não fosse meu contatos cultivados cuidadosamente durante meus 7 anos de trabalho na revista, hoje eu certamente estaria em maus lençóis.

E posso garantir, por experiência, que essa história de 6 graus de separação entre uma pessoa e outra realmente funciona. Impressionante. Se para mim o networking tem encurtado meus caminhos, para outras pessoas certamente a trajetória se triplica. Me explico. Boa parte das pessoas não tem ideia do que é fazer realmente networking e acabam enfiando os pés pelas mãos. E isso certamente pega mal, o que dificulta as coisas.

Um dos pilares de um bom e útil, networking (sim, porque no final das contas é uma ferramenta para conseguir as coisas e, feito com ética e com reciprocidade, não há mal algum em admitir isso) é ter na sua rede de contatos apenas pessoas que você conhece, confia e atesta a credibilidade. Claaaaro que as exceções existem (e têm que existir!). Mas sair trocando cartão com qualquer pessoa ou enfiar nomes no seu Linkedin em nome da quantidade é uma roubada. A palavra aqui deveria ser qualidade, isso sim.

Uma vez entrevistando uma professora da USP especializada no tema carreira, ouvi algo que nunca mais esqueci (tanto que lembro da história, mas não lembro com precisão quem era a entrevistada..rs): “se você adiciona uma pessoa X ao seu Linkedin, por exemplo, a mensagem que está passando é que aquela é uma pessoa em quem você confia e que atesta sua credibilidade”. Ou seja, se aquela pessoa acaba fazendo negócio com outra da sua rede e aplica um golpe, vai sobrar para sua credibilidade.

De novo, estamos falando de casos extremos e pintando a situação com cores mais fortes. Mas no final das contas, isso pode acontecer e serve de alerta para refletirmos como temos conduzido nossa rede de relacionamentos e que tipo de atenção temos dado a ela.

Vou falar por mim. As vezes recebo convites no Linkedin de pessoas que nunca vi na vida, sem nenhuma mensagem adicional além daquela básica do site. Ou seja, não te conheço, nunca te vi e não sei porque deveria ter você na minha rede de contatos. Por que eu devo te adicionar? E não é por mal ou por ser esnobe nem nada. Não é nada pessoal, ao contrário. Se eu disser que nunca adicionei ninguém n estas condições, mentira. Mas eu dou uma olhada nas pessoas em comum que temos em nossas redes, possíveis sinergias com aquela pessoa e, via de regra, mando uma mensagem.

Se disser também que nunca enviei convite a um desconhecido, outra mentira. Mas das vezes em que fiz isso, meu convite foi seguido de uma mensagem pessoal, me apresentando e dizendo os motivos pelos quais gostaria que aquela pessoa fizesse parte da minha lista de contatos. Coisa simples.

Então, estando usufruindo pessoalmente os benefícios de ter gente bacana e de credibilidade na lista de contatos, minhas dicas nesta véspera de feriado prolongado são: 1- não adicione pessoas indiscriminadamente ao seu Linkedin (ou outros site de networking semelhantes) e à sua rede de forma geral; 2- crie uma estratégia com nomes de pessoas que você gostaria de conhecer para, assim, selecionar quem fará ou não parte da sua rede; 3- se for convidar alguém com quem você não tem contato há muito tempo ou mal conhece, envie uma mensagem se apresentando (ou reapresentando) e explicando porque acredita que este link entre vocês seria proveitoso para ambos os lados.

Certeza que se olhar com mais cuidado para estes três pontos, as chances de você ter mais sucesso usando sua rede de contatos vai aumentar muito!!!

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Não basta mudar, é preciso também abrir a cabeça

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Sumi, não nego. Mas é que esta nova vida de estudante, profissional, “esposa” e responsável por uma casa (pra não dizer dona de casa) bagunçou minha rotina (que já estava quase encaminhadinha). Mas, aos poucos coloco meu dia-a-dia nos trilhos.

Já passei fases piores, mas confesso que há dias que tudo isso me causa muita ansiedade: por não conseguir fazer tudo o que quero, por não estar ainda no ritmo que eu gostaria, enfim. Mas esta semana ouvi de dois profissionais que respeito muito que tudo isso é normal e que é preciso mais do que três meses pra que estas coisas comecem a acontecer. Isso me deixa um pouco mais aliviada e com a missão de gerenciar minha ansiedade – ponto importantíssimo para quem quer mudar ou já fez uma mudança.

Mas em uma destas conversas que tive esta semana com a Nany, uma querida amiga (que além de uma pessoa com uma bagagem incrível, tem experiência em mudanças e suas implicações, já que viveu isso ao lado do marido, o Nélio, história que já contei aqui) me fez acender uma luz amarela. Ela me disse uma coisa que ainda não tinha pensado: quando mudamos de vida, de trabalho, de rotina ou o que quer que seja, uma forma natural de lidar com isso é nos mantermos presos aos nossas antigas crenças e costumes. Eu particularmente acho que essa é uma maneira inconsciente de nos sentirmos seguros diante de transformações muito grandes.

Enquanto ela falava, eu fazia uma análise rápida dos meus últimos três meses. E percebi que tenho feito isso! Mesmo tendo mergulhado de cabeça nesta mudança e esteja super contente com minha escolha, para algumas coisas minha cabeça continua funcionando da mesma forma. Ainda tenho na cabeça o perfil da “Renata antiga”, continuo lendo revistas de negócio e carreira como se fossem meus únicos interesses, esperando os mesmos resultados que tinha anteriormente e tentando repetir aqui no México meu modelo de vida antigo no Brasil. Isso é um erro, claro! Fazendo isso posso estar deixando passar outras oportunidades que não estou enxergando, porque continuo com os “óculos do passado”. Afinal, vivo dizendo aqui que mudar é se abrir ao novo (o que de fato acredito). Mas percebi que caí na armadilha da mudança, como boa parte das pessoas que mudam.

O desafio agora é maior, porque além de pensar coisas novas, como tenho feito, preciso me policiar para que meus velhos moldes não sabotem meus novos rumos em construção. Assim como a Nany me acendeu a luz (obrigada, minha amiga!) para isso, espero que este post também seja útil para quem quer dar uma virada (ou já a fez). Mais do que mudar de rumos, é preciso que a cabeça vá para o mesmo lado! #ficaadica