Tag Archives: busca

Próxima parada…Rio de Janeiro

Padrão

Quatro mudanças em menos de dois meses (três delas em apenas um mês)! Esta foi minha realidade neste começo de ano. Antes disso, claro, uns dois ou três meses de preparação – e quem sabe quantos mais de adaptação. Até por isso sumi. Mudar (seja qual for o tipo de mudança) dá trabalho!

Mas hoje, começa de vez o ano pra mim, porque já estou de casa nova e definitiva (pelo menos por um tempo). E, por isso, consegui voltar pra compartilhar com vocês mais um passo importante na minha vida. Mais uma situação de decisões importantes e bem desafiadora. No final de janeiro, deixei o México e peguei as malas rumo ao Brasil. Voltar à zona de conforto? Longe disso!

Primeiro porque uma vez que você muda, voltar à rotina anterior (ainda mais quando envolve mudança de país) é uma nova mudança, que exige nova adaptação. Além disso, não voltei pra minha “vida normal”. Em vez de voltar à São Paulo, meu ponto de parada agora é o Rio de Janeiro.

País novo, cidade nova, casa nova, objetivos de carreira novos e, em breve, emprego novo!

Nos próximos posts vou contar um pouco mais deste novo contexto e dividir com vocês as duras decisões e dificuldades no meio do caminho. Se alguém estiver passando ou já passou por isso, podemos trocar boas dicas!

Que venha 2013!

Anúncios

Sinais de mudança

Padrão

Cada vez ouço mais e mais as pessoas dizendo que precisam mudar. Acho que diversos fatores contribuem para isso, mas certamente um deles é a maior disponibilidade para isso (mais oferta de emprego, maior facilidade de viabilizar viagens, mais exemplos a serem seguidos, etc). Mudar é legal, mas como sempre digo aqui, tem que ter um propósito. Não é mudar por mudar. Isso é impulsividade e pode resultar em uma mega frustração e arrependimento mais pra frente.

Uma coisa que sempre me intriga é: como saber se essa mudança está “fazendo efeito” e trazendo alguma mudança real pra mim? Que história vou contar quando voltar para o Brasil? E, de tanto pensar sobre isso e buscar respostas pra isso, resolvi listar alguns sutis sinais que podem indicar que você mudou (e que isso está, de alguma maneira, surtindo efeito na sua vida):

1. Frio na barriga: há algum tempo fiz um post sobre a oportunidade de reviver “primeiras vezes” (primeiro dia de trabalho, primeira saída de casa sozinho (a),…). Sentir esse friozinho na barriga por estar ‘estreando’ é um sinal de que sua mudança está mexendo com você, fazendo com que faça coisas diferentes

2. Medo e insegurança: também está relacionado ao frio na barriga. Quando ficamos muito tempo fazendo a mesma coisa, condicionados, não nos damos conta de que aquilo já não é mais um desafio. Sentir aquela insegurança é um sinal de que você está saindo da sua zona de conforto. Isso é bom.

3. Mudar velhos hábitos e pensamentos: talvez não seja fácil de notar, mas quando mudamos alguma coisa, automaticamente mudamos também hábitos e, as vezes, até crenças. Não significa que nos tornaremos outras pessoas, com outros valores. Longe disso. Mas você passa a se permitir fazer coisas que antes não fazia. E também deixa de querer coisas que queria antes. Você redefine suas prioridades de forma natural.

4. Querer mudar e mudar cada vez mais: costumo dizer que quem faz uma grande mudança na vida é picado pelo “mosquitinho da mudança constante”. Comigo foi assim e sinto isso observando outras pessoas que o fizeram. Se mudar é um grande paradigma – mesmo em diferentes situações e proporções – uma vez tomada a decisão, ela se torna algo mais corriqueiro e simples. É como se não houvesse mais limite e você fica aberto o mudar sempre que preciso. E a boa notícia é que isso acontece sem perceberemos, sem sofrimento.

5. Ah, o novo: por fim, tem a sensação de estar aprendendo coisas novas o tempo todo. Parece clichê, mas não é. Só hoje me dou conta de como não nos damos conta do momento em que batemos a cabeça no topo (não me refiro a cargos necessariamente, mas há diversos topos em diversas instâncias) e que já não aprendemos coisas novas. Mas quando mudamos de ares, é incrível esta sensação – até um pouco desesperadora, às vezes, pelo excesso de informação – de renovação.

Uma coisa que ouvi de um amigo antes de vir par cá e que virou meu lema: “Mudança boa é aquela que gera uma história pra contar”. Qual é (ou será) a sua?

 

(OBS: se alguém tiver tópicos extras pra adicionar, compartilha por comentário ou e-mail que eu publico no blog!!!!)

 

Mudar as vezes dói

Padrão

Tenho pensado taaanto sobre isso. Seja mudar de ares, mudar de empresa, de carreira ou de hábitos, deixar pra trás coisas antigas em prol do novo nem sempre é tarefa das mais agradáveis. Esse tema não é novidade por aqui. Mas o tema ressurge pra mim, porque quanto mais passa o tempo, mais mudanças pessoais e profissionais se fazem necessárias (ou simplesmente rolam)!

Esse processo é duro, porque, mais do que você mesmo (a) se acostumar e tentar se encontrar neste novo cenário, ainda tem que enfrentar o estranhamento alheio. Seja alguém dizendo: “não acredito que você vai largar tudo!!!” ou um agradável “você é/está louco (a)!?”…frases ótimas para serem ouvidas quando você mesmo ainda está digerindo novos fatos.

A maioria das pessoas – quero acreditar – não faz por maldade. É algo involuntário, afinal estamos acostumados a que a vida tome rumos “normais” e cronológicos. É bem sucedido na carreira? Lê-se extremamente feliz! Está num novo país? Lê-se não poderia estar melhor. Tem um comportamento “padrão”? É uma pessoa normal. Enfim. Essas são crenças comuns, que muitas vezes cegam.

Então, pra fazer um grande cambio (já nem sei mais se essa palavra existe em português…rs) a gente precisa estar preparado pra ouvir crítica (ainda que de pessoas que não te fazem a menor diferença na vida), lidar com o estranhamento das pessoas, gerenciar suas próprias ansiedades e incertezas – que, na verdade, é o que mais importa – e descobrir que nem sempre vai ser um processo tranquilo, mas que tem por trás um objetivo, uma convicção e isso é que deve te levar adiante.

Mais do que as mudanças físicas e de status (vamos dizer assim), mudar de trabalho, de vida e de ciclo (cheguei nos 30!!!), tudo junto, também tem me feito mudar velhos hábitos e, por que não, mudar de opinião e de vontades. Há coisas que já não me servem mais, há pessoas que já não me servem mais e há situações e costumes que já não quero mais pra mim (dizem que os 30, os 40, 50 e todos os outros decênios trazem mudanças mais radicais mesmo, não!?). Acho ótimo. O problema é COMO fazer isso de maneira menos estressante. As pessoas te julgam porque você deixa de fazer o que fazia, te criticam porque já não aceita mais o que aceitava e te questionam sobre comportamentos que você já não quer mais ter.  O segredo, imagino, é aprender a lidar com isso. Filtrar o que é relevante do que não tem peso algum. Mas o importante, no entanto, é a convicção de que está indo no caminho certo, ainda que seja um pouco espinhoso. Essa, acredito, faz toda a diferença! Você está preparado (a)?

É fundamenta fazer networking corretamente

Padrão

Nossa, parece que faz uma eternidade que não apareço por aqui! (e faz mesmo!)
Na verdade estive tão ausente porque além de tirarmos uns diazinhos de férias, comecei a trabalhar mais intensamente em uns novos projetos, que têm tomado muito meu tempo.

Resolvi (re) estrear por aqui com este tema, porque além de ser de interesse geral (na VOCÊ S/A era um dos preferidos dos leitores e internautas), minha rede de contatos tem sido minha salvação nesse meu novo desafio profissional. De verdade, não fosse meu contatos cultivados cuidadosamente durante meus 7 anos de trabalho na revista, hoje eu certamente estaria em maus lençóis.

E posso garantir, por experiência, que essa história de 6 graus de separação entre uma pessoa e outra realmente funciona. Impressionante. Se para mim o networking tem encurtado meus caminhos, para outras pessoas certamente a trajetória se triplica. Me explico. Boa parte das pessoas não tem ideia do que é fazer realmente networking e acabam enfiando os pés pelas mãos. E isso certamente pega mal, o que dificulta as coisas.

Um dos pilares de um bom e útil, networking (sim, porque no final das contas é uma ferramenta para conseguir as coisas e, feito com ética e com reciprocidade, não há mal algum em admitir isso) é ter na sua rede de contatos apenas pessoas que você conhece, confia e atesta a credibilidade. Claaaaro que as exceções existem (e têm que existir!). Mas sair trocando cartão com qualquer pessoa ou enfiar nomes no seu Linkedin em nome da quantidade é uma roubada. A palavra aqui deveria ser qualidade, isso sim.

Uma vez entrevistando uma professora da USP especializada no tema carreira, ouvi algo que nunca mais esqueci (tanto que lembro da história, mas não lembro com precisão quem era a entrevistada..rs): “se você adiciona uma pessoa X ao seu Linkedin, por exemplo, a mensagem que está passando é que aquela é uma pessoa em quem você confia e que atesta sua credibilidade”. Ou seja, se aquela pessoa acaba fazendo negócio com outra da sua rede e aplica um golpe, vai sobrar para sua credibilidade.

De novo, estamos falando de casos extremos e pintando a situação com cores mais fortes. Mas no final das contas, isso pode acontecer e serve de alerta para refletirmos como temos conduzido nossa rede de relacionamentos e que tipo de atenção temos dado a ela.

Vou falar por mim. As vezes recebo convites no Linkedin de pessoas que nunca vi na vida, sem nenhuma mensagem adicional além daquela básica do site. Ou seja, não te conheço, nunca te vi e não sei porque deveria ter você na minha rede de contatos. Por que eu devo te adicionar? E não é por mal ou por ser esnobe nem nada. Não é nada pessoal, ao contrário. Se eu disser que nunca adicionei ninguém n estas condições, mentira. Mas eu dou uma olhada nas pessoas em comum que temos em nossas redes, possíveis sinergias com aquela pessoa e, via de regra, mando uma mensagem.

Se disser também que nunca enviei convite a um desconhecido, outra mentira. Mas das vezes em que fiz isso, meu convite foi seguido de uma mensagem pessoal, me apresentando e dizendo os motivos pelos quais gostaria que aquela pessoa fizesse parte da minha lista de contatos. Coisa simples.

Então, estando usufruindo pessoalmente os benefícios de ter gente bacana e de credibilidade na lista de contatos, minhas dicas nesta véspera de feriado prolongado são: 1- não adicione pessoas indiscriminadamente ao seu Linkedin (ou outros site de networking semelhantes) e à sua rede de forma geral; 2- crie uma estratégia com nomes de pessoas que você gostaria de conhecer para, assim, selecionar quem fará ou não parte da sua rede; 3- se for convidar alguém com quem você não tem contato há muito tempo ou mal conhece, envie uma mensagem se apresentando (ou reapresentando) e explicando porque acredita que este link entre vocês seria proveitoso para ambos os lados.

Certeza que se olhar com mais cuidado para estes três pontos, as chances de você ter mais sucesso usando sua rede de contatos vai aumentar muito!!!

Por que não?

Padrão

“Um homem nunca sabe aquilo de que é capaz até que o tenta fazer”, ouvi a famosa frase do escritor inglês Charles Dickens novamente na semana passada e não consigo mais tirar da cabeça. Acho que as coisas que nos marcam tem muito a ver com o momento em que vivemos. Sim, porque eu já tinha ouvido essa citação algumas vezes, mas ela nunca bateu tão forte. Na hora a escrevi num papel para ter sempre comigo e abrir sempre que encontrar uma encruzilhada da vida, num momento de incerteza, como um mantra.

Isso mexeu tanto comigo, porque é algo em que acredito piamente e, de forma inconsciente, é minha forma de agir e encarar as coisas na maior parte do tempo. Arriscar-se, jogar-se ao novo, afinal, não é uma forma de testar seus limites e, portanto, saber do que somos capazes? Certa vez li uma outra citação que dizia quase a mesma coisa. Não lembro Ipsis Litteris da frase, mas o conceito dizia que as pessoas sabem que podem fazer qualquer coisa, mas como tem sempre alguém dizendo que não vão conseguir, não tentam por achar que não vai dar certo.

Neste assunto, confesso, chego a ser um pouco subversiva. Sem exagero e longe de querer ser esnobe, mas sinceramente eu acredito que praticamente NADA nesta vida é impossível de alcançar. Não estou falando aqui de mentalização de desejos, fadas ou anjo da guarda. Tampouco de desejos como a paz mundial ou acabar com a fome no mundo (não que sejam impossíveis, mas dependem de muuuuitas variáveis, a maioria fora do nosso alcance). Estou dizendo de possibilidades concretas e atitude. Um exemplo: ter uma carta lida ou conseguir uma reunião com o (a) presidente (a) da república. Impossível? Não! Difícil. Sim! Mas se realmente for um desejo, uma necessidade, por que não tentar?

Bom, já fiz muita coisa “Joselita” por conta disso, é verdade. Mas também já tive êxitos que pareciam impossíveis, simplesmente por tentar. Os riscos (na maioria das vezes) é baixo e os ganhos podem ser altíssimos. Apelando ao senso comum, lembre-se sempre que o “não” já é certeza e que as chances de conseguir um “sim” são de nada menos que 50%. Vai desperdiçar?

O assombroso novo

Padrão

Esta semana senti novamente aquele medinho, frio na barriga por ter que enfrentar uma nova situação. Passei três dias em um evento sobre investimentos, em outro estado, a convite de uma empresa. Mais do que acompanhar as discussões, fui fazer a cobertura de algumas palestras para a empresa organizadora. Para não perder o costume e para que pudessem conhecer meu trabalho, aceitei a oferta. Também pelo desafio de cobrir um tema novo, em outro idioma e, claro, para conhecer pessoas interessantes por lá. Ainda que esteja super acostumada a este tipo de evento, de cobertura, de networking, não pude evitar a sensação de insegurança, um frio na barriga e pensamentos passageiros de “não vou enfrentar essa”. Foi como seu eu estivesse fazendo aquilo pela primeira vez. Um misto de adrenalina boa com um medo.

Foi um novo e interessante desafio. Ouvir debates sobre um tema tão específico, com dados, números, nomes que jamais havia ouvido, em inglês, com tradução em espanhol. Esse foi o cenário! Não foi fácil, claro. E certamente não fiz tudo o que poderia fazer em condições normais de temperatura e pressão! E daí, né!? É preciso ter paciência e se dar um tempo (este é tema de um post que está por vir).

Também foi bom pra confirmar uma coisa que eu já sabia e que aprendi com uma história que ouvi de uma executiva super conceituada, que em determinado momento resolveu dar uma pausa temporária na carreira. Ela me contou que muitas pessoas com quem se relacionava quando estava no mundo corporativo nem sequer respondiam mais os e-mails ou telefonemas dela na fase sabática. Tempos depois ela voltou ao mercado, a frente de várias empresas. Nada como um dia após o outro, né!? Hoje, ela diz que procura escrever e atender a todos que a procuram, independente de quem seja. Senti isso na pele. Não com pessoas conhecidas, mas com quem estava conhecendo. Algumas delas, quando viam que eu, supostamente, não podia “ajudar”, subitamente se desinteressavam, pediam licença e se retiravam. Me faz rir. Uma pessoa, inclusive, eu estava super interessada, pois tem uma história bacana, um perfil bacana pra oferecer a revistas do Brasil. Mas ela nem sequer me deu seu cartão (mas deu ao pessoal da mesa em que almoçávamos).

Quem quer mudar precisa ter isso em mente, saber que esses medos vão ficar mais frequentes e que muita gente não vai te dar mais tanta bola. Não importa! Para quem não mudou, cuidado com as relações interesseiras e a visão pequena…amanhã esta pessoa pode ser seu chefe ou um player importante para você. Como eu já tinha tudo isso em mente, é sempre mais fácil digerir os sapos e, por isso, passo a frente este aprendizado. O importante é estar confortável e bem resolvido com sua decisão e seguir encarando, dia-a-dia estas borboletas na barriga!

Para quem quer mudar (e ser feliz)!

Padrão

Dica de final de semana para quem tem pensado sobre a vida, acompanhado o blog, se inspirado e, claro, para quem está querendo mudar!

Workshop “Encontrando Minha Essência, para ser Feliz”, organizado pelos queridos Nélio e Nany, amigos que já citei por aqui! Nunca participei de um destes workshops, mas vindo de quem vem….Vai ter evento em Sampa, Curitiba e Goiânia! Quem sabe não é o empurrão que você precisa?!?!

Para saber mais, clique aqui