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Mudar as vezes dói

Padrão

Tenho pensado taaanto sobre isso. Seja mudar de ares, mudar de empresa, de carreira ou de hábitos, deixar pra trás coisas antigas em prol do novo nem sempre é tarefa das mais agradáveis. Esse tema não é novidade por aqui. Mas o tema ressurge pra mim, porque quanto mais passa o tempo, mais mudanças pessoais e profissionais se fazem necessárias (ou simplesmente rolam)!

Esse processo é duro, porque, mais do que você mesmo (a) se acostumar e tentar se encontrar neste novo cenário, ainda tem que enfrentar o estranhamento alheio. Seja alguém dizendo: “não acredito que você vai largar tudo!!!” ou um agradável “você é/está louco (a)!?”…frases ótimas para serem ouvidas quando você mesmo ainda está digerindo novos fatos.

A maioria das pessoas – quero acreditar – não faz por maldade. É algo involuntário, afinal estamos acostumados a que a vida tome rumos “normais” e cronológicos. É bem sucedido na carreira? Lê-se extremamente feliz! Está num novo país? Lê-se não poderia estar melhor. Tem um comportamento “padrão”? É uma pessoa normal. Enfim. Essas são crenças comuns, que muitas vezes cegam.

Então, pra fazer um grande cambio (já nem sei mais se essa palavra existe em português…rs) a gente precisa estar preparado pra ouvir crítica (ainda que de pessoas que não te fazem a menor diferença na vida), lidar com o estranhamento das pessoas, gerenciar suas próprias ansiedades e incertezas – que, na verdade, é o que mais importa – e descobrir que nem sempre vai ser um processo tranquilo, mas que tem por trás um objetivo, uma convicção e isso é que deve te levar adiante.

Mais do que as mudanças físicas e de status (vamos dizer assim), mudar de trabalho, de vida e de ciclo (cheguei nos 30!!!), tudo junto, também tem me feito mudar velhos hábitos e, por que não, mudar de opinião e de vontades. Há coisas que já não me servem mais, há pessoas que já não me servem mais e há situações e costumes que já não quero mais pra mim (dizem que os 30, os 40, 50 e todos os outros decênios trazem mudanças mais radicais mesmo, não!?). Acho ótimo. O problema é COMO fazer isso de maneira menos estressante. As pessoas te julgam porque você deixa de fazer o que fazia, te criticam porque já não aceita mais o que aceitava e te questionam sobre comportamentos que você já não quer mais ter.  O segredo, imagino, é aprender a lidar com isso. Filtrar o que é relevante do que não tem peso algum. Mas o importante, no entanto, é a convicção de que está indo no caminho certo, ainda que seja um pouco espinhoso. Essa, acredito, faz toda a diferença! Você está preparado (a)?

Nunca é tarde para mudar! Meu avô que o diga…

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Ouço muita gente dizendo: “ah, perdi o timing, não tenho mais idade para mudar”. Concordo que as dificuldades de mudar – seja lá o que for – podem ser maiores dependendo não só de idade, mas condição social, momento de vida, etc. Quem tem filho, por exemplo, tem que pensar pelo menos duas vezes antes de tomar qualquer decisão de mudança, pois deve levar em conta os impactos disso para os herdeiros! Mas SEMPRE é tempo de mudar, se isso for uma vontade!

Exemplo disso é meu avô, que tem quase 80 anos. Verdade que ele nunca foi aquele estereótipo de avô, calminho, com chapéu, sentado no sofá da sala vendo TV no domingo à tarde. Não, definitivamente! Minhas mais remotas lembranças de infância (boa parte ao lado dele e da minha avó, que cuidavam de mim durante o dia, enquanto meus pais trabalhavam) são dele pendurado em uma árvore, dando cambalhotas, tocando violão, dançando ou concertando alguma coisa em casa (sempre eram aqueles concertos “puxadinho”, mal sucedidos! rs). Isso sem contar sua, digamos, inquietude com as mulheres. Mas isso é melhor deixar pra lá.

O fato é que meu avô está sempre nos surpreendendo (para o bem e para o mal, também é verdade..rs). Mas o que faz dele um exemplo e um caso a ser contado aqui é que, contrariando sua idade, tem coragem de mudar, à sua maneira. Recentemente comprou um computador e entrou nas aulas de computação. Semana passada saiu distribuindo pela família sua primeira conquista: seu e-mail. E ontem, fui surpreendida por um convite dele para o Messenger…revolucionário. Certeza que logo, logo vem o Facebook e o Skype!!! Uma pessoa de quase 80 anos tem bem menos conhecimento, interesse, habilidade e, por que não, necessidade de lidar com as “novas” tecnologias. Mas ele não! Foi contra o senso comum e aí está, cada vez mais conectado ao mundo!

Para quem está familiarizado com tudo isso, nada de mais! Mas para mim ele é um exemplo de que mudar é perfeitamente possível, com 10, 20, 30 ou 100 anos. Neste caso estamos falando de uma mudança na forma de ver o mundo. Tomara que, neste caso, a genética me ajude, porque eu quero ter exatamente esta vontade de desfrutar da vida e buscar coisas novas, assim como ele tem! Um orgulho!