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A gente acostuma…mas nem sempre deveria

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Vi ontem no Facebook um vídeo que postou meu amigo Lucas Rossi, da VOCÊ S/A, e achei sensacional.
Resolvi compartilhar com vocês, para começar a a semana bem, refletindo sobre como conduzimos nossas vidas.

A gente realmente se acostuma a tudo, o que não é de todo ruim, afinal, nos dá a segurança de que nos adaptaremos a diversas situações. Mas este vídeo traz a face nociva do fato dessa “adaptabilidade”.

Saber que nos adaptamos a tudo é bom para nos dar segurança e arriscar mais. Mas nunca se acomodar e delegar ao outro, à empresa, ao chefe ou ao destino o seu caminho e seus próximos passos. Vale pensar!

Mudar as vezes dói

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Tenho pensado taaanto sobre isso. Seja mudar de ares, mudar de empresa, de carreira ou de hábitos, deixar pra trás coisas antigas em prol do novo nem sempre é tarefa das mais agradáveis. Esse tema não é novidade por aqui. Mas o tema ressurge pra mim, porque quanto mais passa o tempo, mais mudanças pessoais e profissionais se fazem necessárias (ou simplesmente rolam)!

Esse processo é duro, porque, mais do que você mesmo (a) se acostumar e tentar se encontrar neste novo cenário, ainda tem que enfrentar o estranhamento alheio. Seja alguém dizendo: “não acredito que você vai largar tudo!!!” ou um agradável “você é/está louco (a)!?”…frases ótimas para serem ouvidas quando você mesmo ainda está digerindo novos fatos.

A maioria das pessoas – quero acreditar – não faz por maldade. É algo involuntário, afinal estamos acostumados a que a vida tome rumos “normais” e cronológicos. É bem sucedido na carreira? Lê-se extremamente feliz! Está num novo país? Lê-se não poderia estar melhor. Tem um comportamento “padrão”? É uma pessoa normal. Enfim. Essas são crenças comuns, que muitas vezes cegam.

Então, pra fazer um grande cambio (já nem sei mais se essa palavra existe em português…rs) a gente precisa estar preparado pra ouvir crítica (ainda que de pessoas que não te fazem a menor diferença na vida), lidar com o estranhamento das pessoas, gerenciar suas próprias ansiedades e incertezas – que, na verdade, é o que mais importa – e descobrir que nem sempre vai ser um processo tranquilo, mas que tem por trás um objetivo, uma convicção e isso é que deve te levar adiante.

Mais do que as mudanças físicas e de status (vamos dizer assim), mudar de trabalho, de vida e de ciclo (cheguei nos 30!!!), tudo junto, também tem me feito mudar velhos hábitos e, por que não, mudar de opinião e de vontades. Há coisas que já não me servem mais, há pessoas que já não me servem mais e há situações e costumes que já não quero mais pra mim (dizem que os 30, os 40, 50 e todos os outros decênios trazem mudanças mais radicais mesmo, não!?). Acho ótimo. O problema é COMO fazer isso de maneira menos estressante. As pessoas te julgam porque você deixa de fazer o que fazia, te criticam porque já não aceita mais o que aceitava e te questionam sobre comportamentos que você já não quer mais ter.  O segredo, imagino, é aprender a lidar com isso. Filtrar o que é relevante do que não tem peso algum. Mas o importante, no entanto, é a convicção de que está indo no caminho certo, ainda que seja um pouco espinhoso. Essa, acredito, faz toda a diferença! Você está preparado (a)?

Não deixe 2012 escapar

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Quais seriam suas promessas de ano novo, se este fosse o último da sua vida??? Pense um pouco e voltamos a falar nisso mais à frente!

Não preciso dizer como este foi um ano especial pra mim. Tive perdas, momentos tristes, claro. Mas sem sombra de dúvidas 2011 foi um divisor de águas na minha vida. As experiências e mudanças que vivi (e o turbilhão de sensações que as acompanham) deram origem a este blog, aliás.

Em 2011 tive a oportunidade de me conhecer um pouquinho mais, de repensar crenças e comportamentos, de valorizar coisas diferentes, de experimentar novas (e por vezes assustadoras) sensações, de me questionar, me desafiar. Tive a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes e possibilidades novas, que me apresentaram um horizonte mais amplo. E recomendo…

Recomendo tanto, que nas minhas promessas de ano novo (aquelas que fazemos todos os anos nesta época), mais do que emagrecer uns quilinhos (esta já é default, pois a faço ano após ano! Rs), viajar mais, blábláblá, também quero me comprometer a continuar vivendo novas coisas e intensificar esta fase de aprendiz (mesmo que as vezes não seja um pouco dolorido)!

Faço este convite a vocês também, desejando a todos um 2012 cheio de novidades, de bons desafios. Um ano com adrenalina, de questionamentos, de incertezas (por que não?), de aprendizados, de autoconhecimento e, principalmente, um ano de muita coragem pra fazer diferente e se arriscar mais!

Tudo isso tem um pouco a ver com a pergunta que fiz no começo deste post. Aliás, já pensou na resposta? Certeza que pensou em coisas ousadas, fora do comum, afinal, seria “agora ou nunca”, né?! Mas, por que não começar já????

Em tempo: 2012 pode ser mesmo sua ultima chance, pelo menos é o que previram os Mayas há milhares de anos…pelos cálculos deles (sempre muito precisos), em 21 de dezembro próximo se encerra um ciclo ( interpretado como fim do mundo por alguns). Os preparativos já começaram por aqui….mas esta é uma história pra 2012. Até lá!!!

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Sem humildade, não dá!

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Um dos meus primeiros aprendizados aqui foi a importância da humildade para aproveitar ao máximo esta experiência. Humildade para se abrir ao novo, para aceitar que há muitas coisas para aprender, para reconhecer suas fraquezas, para aceitar que em um contexto tão diferente você já não é mais o que era antes (me refiro à cargo, empresa, prestígio, etc). Parece simples. Afinal, quem arriscaria dizer que não é humilde!? Mas não é! Digerir e aceitar sua nova condição, descobri, é um dos primeiros passos para começar uma nova caminhada. Me explico!

Primeiro fato: os sete anos trabalhando com o tema carreira me ensinaram que o mundo corporativo gera nos profissionais uma falsa sensação de poder. Não dá pra negar que ter uma empresa e um cargo bacanas estampados no cartão de visitas abrem portas! Não à toa muitos profissionais se deixam dominar por seus egos (nem preciso dizer quão corriqueiro isso é… basta pensar na sua empresa que certamente vão lhe ocorrer um ou um montão de casos assim). Por isso, aproveito para fazer um parênteses e compartilhar com vocês as sábias palavras que ouvi diversas vezes de um amigo e mentor: temos o desafio diário de lutar contra o nosso próprio ego, para que ele não se torne um monstro e nos cegue. #ficaadica

Continuando. Dentre as muitas reportagens que fiz na VOCÊ S/A, uma se encaixa muito neste papo. Trata-se de um perfil que fiz com o Nélio, um executivo que renunciou ao cargo de diretor em uma reconhecida multinacional, para seguir sua vocação e se tornar coach (dado importante: sua renda caiu 60%…mudança pra lá de radical e uma das mais inspiradoras que já conheci). Dentre tantos relatos interessantes, um me marcou. Foi exatamente sobre o preparo e o tempo para que ele digerisse e aceitasse sua nova condição, sem os benefícios que o cargo e a empresa lhe proporcionavam (vamos combinar que neste nível hierárquico nem há muitas portas a serem abertas…elas estão ali ao seu dispor).

Quase todos os dias me lembro dessa passagem. Guardadas as devidas proporções, vivo isso hoje e me reconheço na sua história. Assim como Nélio (que se tornou um grande e querido amigo), eu também tinha uma trajetória, um passado conhecido pelas pessoas do meu meio, uma situação cômoda para continuar a crescer. Agora estou recomeçando do zero. Entra aí a importância da humildade, para reconhecer que minhas experiências e conhecimentos, sim, têm muito valor, mas já não têm o mesmo peso e significado que teriam no Brasil. As pessoas não me conhecem, não sabem o que eu já construí, o que sou capaz de realizar. Nada disso. Sou eu e eu. Difícil encarar isso sem um preparo (mesmo com preparo não é das tarefas mais fáceis). Mas faz parte do rol de competências que uma mudança como essa te faz desenvolver, dia após dia.

Continuo minha aventura por aqui!

Em tempo, para quem ficou curioso, pode clicar aqui para ler a matéria com o Nélio. E um agradecimento especial a ele, pela história inspiradora que me proporcionou contar a vocês!