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E se?

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Essa é uma pergunta que vira e mexe ronda minha cabeça. Acho que deve acontecer com todo mundo. Ainda que as pessoas, para não mostrar “fraqueza”, digam que não, é impossível não passar por isso, imagino. A vida é cheia de escolhas, há infinitas combinações entre todas elas, o que poderia nos levar a infinitas variáveis. Progressão geométrica a parte, o que quero dizer é que não tem como não pensar, vez ou outra, no que poderia ter sido se…

Essa semana me peguei pensando nisso, em um dia meio chatinho. De coração, não tenho um milímetro de arrependimento e cada segundo aqui, fáceis ou difíceis, tem valido uma vida de experiências. Mas, novamente, inevitável cogitar cenários distintos. “E seu eu tivesse ficado no Brasil?”, “E se eu tivesse vindo, mas de outra maneira?”. Os pensamentos não duraram muito, mas tempo suficiente pra me fazer pensar que é uma grande perda de tempo e um atraso de vida pensar nisso. Ainda que eu saiba que vai me passar outras vezes e, sim, me permito passar por isso. Por quê não? (ultimamente tudo é filosofia pra mim…rs)

Essa é outra armadilha que as mudanças de vida nos colocam, mas tenho aprendido que o antídoto pra isso é simplesmente não pensar (ao menos tentar). Uma porque se ficarmos pensando em todos os “e se” da vida, verdadeiramente vamos ficar enlouquecidos. Segundo ponto é que simplesmente não podemos fazer nada com o que passou e as consequências das nossas decisões. Ou seja, vamos pensar pra frente, no que está por vir, que é do que temos certo controle.

Nota

Engraçado observar como nada é absoluto. Nem nossa vida, nem nossas convicções, que dirá nosso emprego (este, aliás, menos ainda). Por isso bato na tecla de que mudar, ou pelo menos se abrir para o novo, é fundamental.

Há alguns meses, como jornalista, eu estava no papel de entrevistadora de pessoas, contadora de histórias. Hoje, vivo o papel de entrevistada, pelo meu competentíssimo amigo headhunter, Marcelo Cuelar. Ele, aliás, foi muitas vezes entrevistado por mim. Uma inversão de papéis bacana!!! =o)

Quando ele me propôs este “papo”, depois de ler meu blog, nem hesitei. Ele queria mostrar o caso real de alguém que fez uma mudança. E o resultado está aqui no Na Mira do Headhunter. Perguntas muito habilidosas! Vale a pena ler (e acompanhar o blog dele!!!)!

Ironias da vida

Pequenas conquistas, grandes sensações!

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Assistindo a uma série americana, foi inevitável pensar sobre meu momento atual. Em um dos episódios os personagens falavam sobre “primeiras vezes”, sem, necessariamente, conotação sexual. Quando se faz uma mudança radical de vida e carreira como a que eu fiz, de presente você ganha a oportunidade de viver “primeiras vezes” novamente. A primeira vez que peguei um ônibus sozinha, a primeira vez que fui comprar coisas sozinha, a primeira vez que tive que resolver um problema sozinha (em outro idioma, em outro país), meu primeiro almoço “de negócios”, a primeira amizade, o primeiro saque de dinheiro com o primeiro cartão de banco (ok, talvez para mulheres isso tenha um valor um pouco maior…rs). Sensações indescritíveis, apesar de serem pequenos e corriqueiros feitos.

Todas essas coisas parecem bobas, mas não são. Elas representam a chance de reaprender coisas e de valorizar pequenos momentos, pequenas conquistas. É como começar do zero e dar os primeiros passos. E essa sensação, quando bem aproveitada, não tem preço.

Hoje consigo entender alguns conselhos que recebi quando planejava minha viagem. Há duas pessoas em especial cujas palavras me recordo todos os dias: O Zé Eduardo, meu amigo e chefe na VOCÊ S/A (que passou um ano em NY estudando) e um dos meus mentores de carreira, Sérgio Chaia, que hoje é presidente da Nextel. O Zé sempre deu a maior força e me dizia algo que faz todo sentido agora. A experiência de morar fora te transforma como pessoa, independente do que você faz (trabalho, estudo, etc). E as palavras de incentivo do Sergio foram ‘a cereja do bolo’: mesmo que tudo dê errado, já deu certo!

Tenho certeza disso!