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Tradições de aniversário mexicanas

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Em tempo. Comemorar aniversário, imagino, não deve variar tanto de país para país. imagino que no oriente, sim, deve ter suas peculiaridades, mas nas bandas ocidentais, a base é a mesma. Mas, pequenas ou grandes, o fato é que estas variações acabam fazendo nosso dia mais feliz quando mudamos de ares e estamos longe da família. Pelo menos fizeram o meu. Então neste post vou contar a vocês as pequenas diferenças (pelo menos as que notei) entre as comemorações de aniversário no Brasil e no México.

A começar pelo “parabéns a você”! Não espere encontrar aqui no México a musiquinha clássica pra hora de cortar o bolo, nos restaurantes ou coisa do tipo. A música entoada aqui pra celebrar os aniversariantes é “Las Mañanitas”. Não se sabe bem a origem da música, ninguém sabe quem foi e qual a importância do Rei Davi cantado ali, mas o fato é que ela é a canção oficial destas datas. Pra quem quiser conhecer, segue uma das versões (são muitas!!!). Ah, como no meu aniversário estavam presentes um mexicano, uma francesa, uma colombiana e dois brasileiros, levamos alguns minutos cantando todas as versões, uma de cada país. Muy divertido!

Outra coisa que difere aqui é a tradição do “corte do bolo”. Pelo o que entendi não tem muito ritual, como escolher um lado, fazer pedido e dar o primeiro pedaço a alguém especial. Em compensação, o aniversariante TEM que comer o primeiro pedaço, digamos, de forma um pouco excêntrica….dando uma abocanhada no bolo inteiro. E, claro, reza a tradição que os espíritos de porco dão aquele “pedala” e acontece uma espécie de “torta na cara”. Segui a tradição e mordi o bolo. Mas com a promessa de que ninguém me afundaria a cara. Deu quase certo, como vocês podem ver abaixo.

Aqui no México a tradição diz que o aniversariante tem que morder o bolo antes de todo mundo...não se pode ir contar as tradições, não é!?

Ah, uma outra coisa em relação ao bolo é que o aniversariante não pode ser quem vai cortar e distribuir os pedaços. Nem o primeiro nem nenhum outro. Parece que dá azar. Costume é costume. Cortei o primeiro pedaço, dei de presente (como no Brasil) e depois fiquei só acompanhando (como no México).

Por fim, tem as piñatas. Ela é mais comum em aniversário de criança. Não vou dizer que não quis usar. Mentira! Queria tudo que tinha direito, mas infelizmente não dei tempo! Nas festinhas infantis ela é presença obrigatória. Tem a tradicional (em forma de estrela de 6 ou 8 pontas) e as de personagens (pra todos os gostos). Pra quem assistiu Chaves na infância sabe do que eu estou falando. É uma espécie de boneco ou forma geralmente de papel marché, cheia de doces e brinquedos. O aniversariante e convidados (não tenho certeza) têm seus olhos vendados e têm que acertar a piñata com um bastão. A ideia é que ela quebre e tenha uma chuva de comidinhas! A origem da piñata é uma história bem legal, mas vai ficar pra um outro post.

As piñatas são indispensáveis nos aniversários (especialmente infantis) por aqui. Tem desde as mais tradicionais (duas primeiras) até as mais arrojadas, de personagens famosos

Se alguém conhecer outras tradições de aniversário de outros países, escreva pra contar!!!

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Convivendo com as diferenças

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21% dos mexicanos candidatos a uma vaga de emprego chegam atrasados à entrevista. Este dado, da empresa de RH Universo Laboral foi publicada na semana passada no Publimetro (reportagem completa, AQUI, nas páginas 33 e 34).

Não me espanta nem um pouco. Desculpem os amigos mexicanos, mas se tem uma coisa que me tira do sério e com a qual provavelmente não vou me acostumar aqui é a falta de pontualidade e compromisso com horários. Ok, nós brasileiros não temos muita moral no assunto. Mas é que a coisa aqui é tão arraigada (hábito cultural mesmo), que, acho, só quem vem de fora tem noção da intensidade disso. Em quase dois meses, raras foram as vezes em que não tenha ficado plantada por pelo menos 40 minutos esperando por alguém. E não pensem que rola um “desculpe pelo atraso”. Não mesmo! É normal e ponto. E acho que esta é a diferença. Os brasileiros se atrasam, mas pedem desculpas, em alguns casos com uma desculpa esfarrapada.

Agora, quando você muda a um novo lugar, uma das regras de ouro é se adaptar à cultura local e não tentar impor os seus hábitos ali. Além de aprender coisas novas e desenvolver uma competência mega importante – a flexibilidade -, essa atitude reduz muito as chances de estresse. Certo? Na teoria sim. Duro é praticar. Por isso, sigo com bom humor, disposição para me adaptar, chás de erva cidreira, respiração relaxante, meditação e, claro, artimanhas para driblar esta diferencinha cultural (já estou começando a marcar compromissos com 1 hora antes do que gostaria, contando com a “margem de erro”). E tem tanta coisa legal que o México e a galera aqui tem pra ensinar, que isso vira detalhe!

Viva as diferenças culturais!