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No meio do caminho têm…milhões de tentações. Prepare-se!

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Nossa, tinha até perdido a mão de como escrever aqui. Peço miiiiil desculpas pelo sumiço, mas minha ida – a trabalho – para o Brasil e o retorno (quase três meses no total) foram infinitamente mais corridos do que eu havia imaginado. Tinha perdido o ritmo de trabalhar frenéticamente. Mas, acreditem, é como andar de bicicleta. Por isso que, uma vez optado por mudar, é preciso colocar muita atenção para não cair em tentação e dar aquela escorregadinha (tipo crise de abstinência de um vício qualquer).

Tentação, aliás, é o tema que eu escolhi para recomeçar meus posts nesta primeira segunda-feira de setembro (todos os começos e recomeços, afinal, são tradicionalmente às segundas….dieta, parar de fumar, ir pra academia, etc). Há tempos quero escrever sobre isso no blog e agora é a hora!

Tenho descoberto que mais difícil do que mudar é resistir às tentações que surgem no caminho. Falo por mim e pelas pessoas que conheço que passaram por grandes mudanças na vida (por opção). Isso acontece porque junto com as mudanças, vem a insegurança, o medo. E, no meio do caminho, quase sempre aparece alguma coisa que te promete levar pra zona de conforto novamente. Como resistir?

Desde que optei por encarar esta nova jornada, já recebi mais propostas de trabalho – no Brasil, claro – do que em toda minha trajetória profissional, acreditem ou não. Parece o Murphy ali na espreita ou a vida mesmo querendo me testar. Em uma das propostas o convite era pra fazer uma coisa que há tempos venho pensando em fazer, com um cargo bacana e um salário compatível. Lembro como se fosse hoje: foram 30 minutos de umas lágrimas despretensiosas e praticamente uma noite em claro. Só pensando.

E aí vem a história de uma amiga, que passou exatamente a mesma situação. Resolveu radicalizar e, quase semanalmente, recebia convites para um emprego bacanudo aqui, outro ali. E passava pelo mesmo.

Em um dos casos lembro que consultei um grande amigo, um alto executivo de RH de uma empresa super famosa que tive o privilégio de conhecer (e de poder contar sempre que preciso), sobre o que deveria fazer. na verdade eu já tinha me decidido, mas queria “jogar um verde” pra ver se eu tinha tomado a decisão certa. E a resposta dele foi: “quanto mais ‘nãos’ na carreira um profissional dá em prol de um projeto, um plano de carreira e vida, mais valorizado ele será, porque vê-se que é um profissional com propósitos firmes”.

As palavras dele forma meu alento – e continuam até hoje quando penso em mudar o curso das coisas por qualquer motivo que seja. E por isso resolvi compartilhar esta experiência tão íntima, para que o conselho dele possa também ajudar outras pessoas que venham a passar por isso. E minha dica pessoal é: primeiro, antes de mudar, avalie porque você quer esta mudança e o que espera com ela; segundo, mudou? Então tenha sempre em mente o por quê da mudança. Essas duas coisas certamente vão ajudar a resistir (ou não) às tentações que certamente vão aparecer no seu caminho!

Boa semana a todos e espero não demorar mais taaaanto tempo pra aparecer!

É fundamenta fazer networking corretamente

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Nossa, parece que faz uma eternidade que não apareço por aqui! (e faz mesmo!)
Na verdade estive tão ausente porque além de tirarmos uns diazinhos de férias, comecei a trabalhar mais intensamente em uns novos projetos, que têm tomado muito meu tempo.

Resolvi (re) estrear por aqui com este tema, porque além de ser de interesse geral (na VOCÊ S/A era um dos preferidos dos leitores e internautas), minha rede de contatos tem sido minha salvação nesse meu novo desafio profissional. De verdade, não fosse meu contatos cultivados cuidadosamente durante meus 7 anos de trabalho na revista, hoje eu certamente estaria em maus lençóis.

E posso garantir, por experiência, que essa história de 6 graus de separação entre uma pessoa e outra realmente funciona. Impressionante. Se para mim o networking tem encurtado meus caminhos, para outras pessoas certamente a trajetória se triplica. Me explico. Boa parte das pessoas não tem ideia do que é fazer realmente networking e acabam enfiando os pés pelas mãos. E isso certamente pega mal, o que dificulta as coisas.

Um dos pilares de um bom e útil, networking (sim, porque no final das contas é uma ferramenta para conseguir as coisas e, feito com ética e com reciprocidade, não há mal algum em admitir isso) é ter na sua rede de contatos apenas pessoas que você conhece, confia e atesta a credibilidade. Claaaaro que as exceções existem (e têm que existir!). Mas sair trocando cartão com qualquer pessoa ou enfiar nomes no seu Linkedin em nome da quantidade é uma roubada. A palavra aqui deveria ser qualidade, isso sim.

Uma vez entrevistando uma professora da USP especializada no tema carreira, ouvi algo que nunca mais esqueci (tanto que lembro da história, mas não lembro com precisão quem era a entrevistada..rs): “se você adiciona uma pessoa X ao seu Linkedin, por exemplo, a mensagem que está passando é que aquela é uma pessoa em quem você confia e que atesta sua credibilidade”. Ou seja, se aquela pessoa acaba fazendo negócio com outra da sua rede e aplica um golpe, vai sobrar para sua credibilidade.

De novo, estamos falando de casos extremos e pintando a situação com cores mais fortes. Mas no final das contas, isso pode acontecer e serve de alerta para refletirmos como temos conduzido nossa rede de relacionamentos e que tipo de atenção temos dado a ela.

Vou falar por mim. As vezes recebo convites no Linkedin de pessoas que nunca vi na vida, sem nenhuma mensagem adicional além daquela básica do site. Ou seja, não te conheço, nunca te vi e não sei porque deveria ter você na minha rede de contatos. Por que eu devo te adicionar? E não é por mal ou por ser esnobe nem nada. Não é nada pessoal, ao contrário. Se eu disser que nunca adicionei ninguém n estas condições, mentira. Mas eu dou uma olhada nas pessoas em comum que temos em nossas redes, possíveis sinergias com aquela pessoa e, via de regra, mando uma mensagem.

Se disser também que nunca enviei convite a um desconhecido, outra mentira. Mas das vezes em que fiz isso, meu convite foi seguido de uma mensagem pessoal, me apresentando e dizendo os motivos pelos quais gostaria que aquela pessoa fizesse parte da minha lista de contatos. Coisa simples.

Então, estando usufruindo pessoalmente os benefícios de ter gente bacana e de credibilidade na lista de contatos, minhas dicas nesta véspera de feriado prolongado são: 1- não adicione pessoas indiscriminadamente ao seu Linkedin (ou outros site de networking semelhantes) e à sua rede de forma geral; 2- crie uma estratégia com nomes de pessoas que você gostaria de conhecer para, assim, selecionar quem fará ou não parte da sua rede; 3- se for convidar alguém com quem você não tem contato há muito tempo ou mal conhece, envie uma mensagem se apresentando (ou reapresentando) e explicando porque acredita que este link entre vocês seria proveitoso para ambos os lados.

Certeza que se olhar com mais cuidado para estes três pontos, as chances de você ter mais sucesso usando sua rede de contatos vai aumentar muito!!!

Por que não?

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“Um homem nunca sabe aquilo de que é capaz até que o tenta fazer”, ouvi a famosa frase do escritor inglês Charles Dickens novamente na semana passada e não consigo mais tirar da cabeça. Acho que as coisas que nos marcam tem muito a ver com o momento em que vivemos. Sim, porque eu já tinha ouvido essa citação algumas vezes, mas ela nunca bateu tão forte. Na hora a escrevi num papel para ter sempre comigo e abrir sempre que encontrar uma encruzilhada da vida, num momento de incerteza, como um mantra.

Isso mexeu tanto comigo, porque é algo em que acredito piamente e, de forma inconsciente, é minha forma de agir e encarar as coisas na maior parte do tempo. Arriscar-se, jogar-se ao novo, afinal, não é uma forma de testar seus limites e, portanto, saber do que somos capazes? Certa vez li uma outra citação que dizia quase a mesma coisa. Não lembro Ipsis Litteris da frase, mas o conceito dizia que as pessoas sabem que podem fazer qualquer coisa, mas como tem sempre alguém dizendo que não vão conseguir, não tentam por achar que não vai dar certo.

Neste assunto, confesso, chego a ser um pouco subversiva. Sem exagero e longe de querer ser esnobe, mas sinceramente eu acredito que praticamente NADA nesta vida é impossível de alcançar. Não estou falando aqui de mentalização de desejos, fadas ou anjo da guarda. Tampouco de desejos como a paz mundial ou acabar com a fome no mundo (não que sejam impossíveis, mas dependem de muuuuitas variáveis, a maioria fora do nosso alcance). Estou dizendo de possibilidades concretas e atitude. Um exemplo: ter uma carta lida ou conseguir uma reunião com o (a) presidente (a) da república. Impossível? Não! Difícil. Sim! Mas se realmente for um desejo, uma necessidade, por que não tentar?

Bom, já fiz muita coisa “Joselita” por conta disso, é verdade. Mas também já tive êxitos que pareciam impossíveis, simplesmente por tentar. Os riscos (na maioria das vezes) é baixo e os ganhos podem ser altíssimos. Apelando ao senso comum, lembre-se sempre que o “não” já é certeza e que as chances de conseguir um “sim” são de nada menos que 50%. Vai desperdiçar?