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Enfim, o México me deu as boas vindas!!!

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Dizem que para viver no México tem que se acostumar com os tremores de terra. O mexe-mexe é tão comum por aqui que há quem se divirta vendo o lustre balançar e seus cristais refletirem as cores do arco-íris (relato verídico, juro!). Por diversas vezes a tradicional “há quanto tempo você vive aqui?” vem seguida por “e os tremores?”. Sendo assim, já estava me sentindo indesejada aqui por nunca ter passado por isso. Verdade que o bairro onde vivemos é um dos mais altos e (não me perguntem por que) é mais difícil sentir os tremores.

Eis que aconteceu. No último sábado, lá pelas 19h47 o chão do nosso 29o andar começou a sacolejar forte. Acordei meu noivo que cochilava e ficamos encostados na parede – por ironia ele havia feito uns dias antes um treinamento para terremoto, tipo estes de incêndio que fazemos no Brasil. Enquanto pedia pra que aquilo acabasse rápido, só conseguia ver as luminárias ao lado da nossa cama sacudindo (depois ele me disse que a TV ia de um lado pro outro). O terremoto durou 48 segundos. Uma eternidade para marinheiros de primeira viagem como nós. Saí no corredor para ajudar a vizinha que estava em prantos com o cachorrinho na mão e pude ver que não éramos os únicos assustados por ali.

Logo vieram as notícias oficiais, dizendo que estava tudo bem e que não haviam grandes danos à gente e à cidade (depois descobrimos pelos jornais brasileiros que 3 pessoas morreram, mas aqui nada foi dito). De fato nada muito sério se notou pela cidade. Só encontramos esta vidraça quebrada na rua.

Efeitos do terremotos na Cidade do México (10/12/2011)

Já estava até me acostumando com a ideia, até que, conversando com um taxista, descobri que este terremoto foi apenas 1 grau menor do que o de 1985 (que bom que não soube disso antes…glup), o mais devastador até hoje por aqui. Qualquer mexicano tem uma história para contar sobre este tremor, que derrubou a cidade.

Times da época

No final das contas, a experiência acabou rendendo boas histórias. Afinal, como viver no México sem conhecer esta estranha sensação???….que venham os próximos! rs

Ah, se alguém tiver curiosidade de saber mais sobre o famigerado terremoto de 1985, encontrei um documentário bem bacana da Discovery México.
PARTE I
PARTE II
PARTE III
PARTE IV
PARTE V

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A vida é hoje!!! Por que não?

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Esta música é uma das preferidas da minha mãe. Mais do que ouvir e matar um pouco a saudade dela, resolvi começar assim este post, porque a letra é incrível e tem tudo a ver com o tema de hoje. Vale MUITO a pena ouvir, quantas vezes for!

Tinha um texto preparado, mas mudei os planos com a notícia que recebi da minha amiga Valéria (uma jornalista que conheci trabalhando). Ela me contou sobre a morte súbita de um executivo com quem trabalhou e que eu entrevistei algumas vezes. Este executivo, o Pedro, tinha pouco mais de 30 anos e na sexta-feira teve um infarto fulminante.

Escrevo sobre isso não para criar um climão, mas porque histórias como essa ajudam a refletir sobre o que fazemos das nossas vidas, do nosso tempo e do nosso poder de escolha. Não conhecia muito o Pedro, não sei quantas horas trabalhava por dia, nem se tinha outras atividades. Mas sei que o trabalho era uma de suas prioridades. Conheci muitos profissionais que perderam o vínculo com a vida fora do escritório. Muitas vezes eles deixam de arriscar, de viver histórias diferentes, de sair da zona de conforto e de buscar coisas novas, por medo de perder a pseudo estabilidade e segurança que o trabalho traz.

Independente da trajetória do Pedro – que pode ter sido cheia de mudanças e busca pelo novo -, sua morte precoce me dá ainda mais certeza de que tomei a decisão correta ao “arriscar”. Não queria passar o resto da minha história frustrada por não ter vivido o que estou vivendo agora. Porque a vida é hoje e o que vale são nossas experiências e os exemplos que deixamos. Que o Pedro encontre descanso e aproveite bem as novas coisas que estão por vir, aonde quer que esteja!

PS: Minha amiga Val mora hoje em Rennes, na França. É uma guerreira que também fez uma grande e inspiradora mudança, que um dia conto pra vocês!