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Fora do planejado

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Que mudar é bom, desenvolve mil competências, etc etc, não é preciso dizer. Já abordei isso em diversos textos aqui no blog. Mas é preciso lembrar que mudar também gera desconfortos, e em alguns casos não são poucos!

O incômodo de mudar pode variar de intensidade, de acordo com vários fatores (tipo de mudança, disposição pra ela, riscos, entre outros), mas é bom ter em mente que sempre vai estar lá, de uma forma ou de outra. No meu caso mais recente de volta ao Brasil, o desconforto tem sido grande, porque muita coisa estava envolvida. Meu ciclo mexicano ainda não tinha fechado, havia muita expectativa construída em relação à volta para o Brasil. E esse último ponto é algo que temos que gerenciar, cuidar, porque planejar é bom, mas ter altas expectativas pode ser uma prisão, uma vez que elas podem cegar e fazer com que não tenhamos flexibilidade suficiente pra aceitar o novo, mais novo do que havíamos imaginado.

Os planos de volta (casa nova, emprego, rotina) já estavam traçados na minha cabeça, quando um dia tudo mudou. As coisas começaram a tomar outro rumo, oposto ao que eu tinha planejado, novas e diferentes oportunidades estavam pintando e as coisas estavam saindo daquele cenário idealizado. “E a casa nova? E aquele trabalho que eu estava ‘namorando’?”. Aceitar voltar ao Brasil pra um lugar que não fosse São Paulo, em um cenário totalmente diferente do que havia construído não foi nada fácil. Foi sofrido, angustiante. Conheci um lado muito mais difícil das mudanças.

Tem também a questão da perda de referência. Não tem mais normal e estranho, não tem modo certo de fazer, não tem mais rotina (reclamamos dela, mas sua ausência mínima por muito tempo pode ser complicado). Não tem “é assim que eu faço”. Tem “como eu posso fazer agora”.

Mas ainda assim, resolvi encarar mais essa, me jogar em um buraco ainda mais escuro e amedrontador do que todos nos quais já havia me jogado até hoje. Viemos morar no RJ, tive que me acostumar à ideia de não morar no meu apê novinho em folha, em uma cidade com hábitos e estilos totalmente diferentes dos meus, em um mercado diferente do que estava acostumada e com menos oportunidades engatilhadas do que antes, enfim. Uma verdadeira reconstrução – maior do que à ida ao México.

Imagino que muita gente, em proporções diferentes, passem e sintam isso. Especialmente as mulheres, que, ainda hoje, acompanham mais os maridos em suas mudanças por trabalho e que, muitas vezes, precisam abrir mão de expectativas (e também coisas concretas, como emprego) e se reinventar a cada novo cenário que se apresenta. Não é tarefa fácil, desgasta e as vezes desanima. Mas, de coração, tenho certeza de que vale cada segundo, vale cada incerteza, vale cada desconstrução. Porque tudo isso faz crescer, cria calos, dá flexibilidade, versatilidade, e acarreta uma reconstrução permanente. Um desenvolvimento intensivo!

Hoje estou aprendendo coisas novas a cada dia – e isso não é clichê ou frase de efeito, é real!!! Aprendendo que cada dia é, de fato, um novo dia; que nunca sabemos o que vem depois, e tudo bem com isso; que as coisas têm seu próprio tempo para acontecer e que, por conta disso, devemos, sim, planejar, mas sem pressa. Tudo isso, claro, é fato, mas não é fácil. Requer disposição e boa vontade pra aceitar o novo. E muita determinação pra não deixar o desânimo se instalar.

E, repito. Vale. Vale muito a pena! Vida nova, sempre!!!!

Próxima parada…Rio de Janeiro

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Quatro mudanças em menos de dois meses (três delas em apenas um mês)! Esta foi minha realidade neste começo de ano. Antes disso, claro, uns dois ou três meses de preparação – e quem sabe quantos mais de adaptação. Até por isso sumi. Mudar (seja qual for o tipo de mudança) dá trabalho!

Mas hoje, começa de vez o ano pra mim, porque já estou de casa nova e definitiva (pelo menos por um tempo). E, por isso, consegui voltar pra compartilhar com vocês mais um passo importante na minha vida. Mais uma situação de decisões importantes e bem desafiadora. No final de janeiro, deixei o México e peguei as malas rumo ao Brasil. Voltar à zona de conforto? Longe disso!

Primeiro porque uma vez que você muda, voltar à rotina anterior (ainda mais quando envolve mudança de país) é uma nova mudança, que exige nova adaptação. Além disso, não voltei pra minha “vida normal”. Em vez de voltar à São Paulo, meu ponto de parada agora é o Rio de Janeiro.

País novo, cidade nova, casa nova, objetivos de carreira novos e, em breve, emprego novo!

Nos próximos posts vou contar um pouco mais deste novo contexto e dividir com vocês as duras decisões e dificuldades no meio do caminho. Se alguém estiver passando ou já passou por isso, podemos trocar boas dicas!

Que venha 2013!

Sinais de mudança

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Cada vez ouço mais e mais as pessoas dizendo que precisam mudar. Acho que diversos fatores contribuem para isso, mas certamente um deles é a maior disponibilidade para isso (mais oferta de emprego, maior facilidade de viabilizar viagens, mais exemplos a serem seguidos, etc). Mudar é legal, mas como sempre digo aqui, tem que ter um propósito. Não é mudar por mudar. Isso é impulsividade e pode resultar em uma mega frustração e arrependimento mais pra frente.

Uma coisa que sempre me intriga é: como saber se essa mudança está “fazendo efeito” e trazendo alguma mudança real pra mim? Que história vou contar quando voltar para o Brasil? E, de tanto pensar sobre isso e buscar respostas pra isso, resolvi listar alguns sutis sinais que podem indicar que você mudou (e que isso está, de alguma maneira, surtindo efeito na sua vida):

1. Frio na barriga: há algum tempo fiz um post sobre a oportunidade de reviver “primeiras vezes” (primeiro dia de trabalho, primeira saída de casa sozinho (a),…). Sentir esse friozinho na barriga por estar ‘estreando’ é um sinal de que sua mudança está mexendo com você, fazendo com que faça coisas diferentes

2. Medo e insegurança: também está relacionado ao frio na barriga. Quando ficamos muito tempo fazendo a mesma coisa, condicionados, não nos damos conta de que aquilo já não é mais um desafio. Sentir aquela insegurança é um sinal de que você está saindo da sua zona de conforto. Isso é bom.

3. Mudar velhos hábitos e pensamentos: talvez não seja fácil de notar, mas quando mudamos alguma coisa, automaticamente mudamos também hábitos e, as vezes, até crenças. Não significa que nos tornaremos outras pessoas, com outros valores. Longe disso. Mas você passa a se permitir fazer coisas que antes não fazia. E também deixa de querer coisas que queria antes. Você redefine suas prioridades de forma natural.

4. Querer mudar e mudar cada vez mais: costumo dizer que quem faz uma grande mudança na vida é picado pelo “mosquitinho da mudança constante”. Comigo foi assim e sinto isso observando outras pessoas que o fizeram. Se mudar é um grande paradigma – mesmo em diferentes situações e proporções – uma vez tomada a decisão, ela se torna algo mais corriqueiro e simples. É como se não houvesse mais limite e você fica aberto o mudar sempre que preciso. E a boa notícia é que isso acontece sem perceberemos, sem sofrimento.

5. Ah, o novo: por fim, tem a sensação de estar aprendendo coisas novas o tempo todo. Parece clichê, mas não é. Só hoje me dou conta de como não nos damos conta do momento em que batemos a cabeça no topo (não me refiro a cargos necessariamente, mas há diversos topos em diversas instâncias) e que já não aprendemos coisas novas. Mas quando mudamos de ares, é incrível esta sensação – até um pouco desesperadora, às vezes, pelo excesso de informação – de renovação.

Uma coisa que ouvi de um amigo antes de vir par cá e que virou meu lema: “Mudança boa é aquela que gera uma história pra contar”. Qual é (ou será) a sua?

 

(OBS: se alguém tiver tópicos extras pra adicionar, compartilha por comentário ou e-mail que eu publico no blog!!!!)

 

Mudar as vezes dói

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Tenho pensado taaanto sobre isso. Seja mudar de ares, mudar de empresa, de carreira ou de hábitos, deixar pra trás coisas antigas em prol do novo nem sempre é tarefa das mais agradáveis. Esse tema não é novidade por aqui. Mas o tema ressurge pra mim, porque quanto mais passa o tempo, mais mudanças pessoais e profissionais se fazem necessárias (ou simplesmente rolam)!

Esse processo é duro, porque, mais do que você mesmo (a) se acostumar e tentar se encontrar neste novo cenário, ainda tem que enfrentar o estranhamento alheio. Seja alguém dizendo: “não acredito que você vai largar tudo!!!” ou um agradável “você é/está louco (a)!?”…frases ótimas para serem ouvidas quando você mesmo ainda está digerindo novos fatos.

A maioria das pessoas – quero acreditar – não faz por maldade. É algo involuntário, afinal estamos acostumados a que a vida tome rumos “normais” e cronológicos. É bem sucedido na carreira? Lê-se extremamente feliz! Está num novo país? Lê-se não poderia estar melhor. Tem um comportamento “padrão”? É uma pessoa normal. Enfim. Essas são crenças comuns, que muitas vezes cegam.

Então, pra fazer um grande cambio (já nem sei mais se essa palavra existe em português…rs) a gente precisa estar preparado pra ouvir crítica (ainda que de pessoas que não te fazem a menor diferença na vida), lidar com o estranhamento das pessoas, gerenciar suas próprias ansiedades e incertezas – que, na verdade, é o que mais importa – e descobrir que nem sempre vai ser um processo tranquilo, mas que tem por trás um objetivo, uma convicção e isso é que deve te levar adiante.

Mais do que as mudanças físicas e de status (vamos dizer assim), mudar de trabalho, de vida e de ciclo (cheguei nos 30!!!), tudo junto, também tem me feito mudar velhos hábitos e, por que não, mudar de opinião e de vontades. Há coisas que já não me servem mais, há pessoas que já não me servem mais e há situações e costumes que já não quero mais pra mim (dizem que os 30, os 40, 50 e todos os outros decênios trazem mudanças mais radicais mesmo, não!?). Acho ótimo. O problema é COMO fazer isso de maneira menos estressante. As pessoas te julgam porque você deixa de fazer o que fazia, te criticam porque já não aceita mais o que aceitava e te questionam sobre comportamentos que você já não quer mais ter.  O segredo, imagino, é aprender a lidar com isso. Filtrar o que é relevante do que não tem peso algum. Mas o importante, no entanto, é a convicção de que está indo no caminho certo, ainda que seja um pouco espinhoso. Essa, acredito, faz toda a diferença! Você está preparado (a)?

Por que Steve Jobs era tão genial? Mudar era uma de suas crenças!

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“Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse Não muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo”, Steve Jobs

Li esta frase na parede de uma empresa muito importante aqui do México nesta semana. Por motivos óbvios, me chamou muita atenção e fiquei por alguns minutos refletindo sobre ela. Com uma certa alegria, confesso, de sentir que, sim, queria estar fazendo o que faço hoje (e sempre foi assim) e que cada dia mais me sinto forte para fazer tantas outras mudanças que ainda estão por vir. Fui buscar a frase e encontrei muitas outras citações do Steve Jobs, que de alguma forma dialogavam com esta. Acho que um dos motivos que faziam Steve Jobs tão genial foi justamente esta inquietude diante das coisas e a gana pelo novo, por um novo olhar, pelo risco, enfim. Fiquei com medo de ser meio piegas este post e de parecer livro barato de auto-ajuda, mas resolvi arriscar e colocar aqui as 9 frases (contando a primeira) que mais me tocaram deste gênio visionário que dispensa comentários:

2. “Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, karma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida”

3. “Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar”

4.Lembrar que estarei morto logo é a ferramenta mais importante que eu já encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo orgulho, todo medo de falhar ou vergonha – essas coisas caem por terra ao encararem a morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que encontrei para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.”

5. “Se você faz algo de bom e tudo dá certo, acho que é hora de pensar em outra coisa e tentar adivinhar o que vem pela frente

6. “Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, devia ter estado lá. Isso não importa. Vamos inventar o amanhã, e parar de nos preocupar com o passado

7.Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz. Caso contrário, levando em conta apenas o lado racional, você simplesmente desiste. É o que acontece com a maioria das pessoas”

8. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário”

9.Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir

OBS: não faltam sites com seleções de frase, mas esta é a minha seleção. Um dos sites onde encontrei e me certifiquei das frases foram ESTE e ESTE OUTRO

Mais treme-treme

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Quando decidi mudar, juro que não tinha colocado na “conta” um outro tipo de mudança e adaptação: aos terremotos. No Brasil somos muito felizes por não ter que passar por desastres naturais como terremotos, vulcões, tsunamis e afins. Claro, tem as enchentes, alguns tornados (raros), mas é diferente (acho!).

Vocês devem ter visto que ontem teve um terremoto aqui. Por mais que já tivesse passado por um tremor em dezembro (quando o México me deu as boas vindas), mas este foi mais bizarro. Primeiro porque estava sozinha em casa, no 29º andar (ui!). Segundo porque este durou mais. Dizem que o outro durou cerca de 40 segundos e este 1 minutos, seguido de outros 2, 3, sei lá quantas réplicas. Além de que, depois do terremoto de 85, que detonou a Cidade do México, este foi o mais forte por aqui. Se dá medo a eles, imagina pra nós!

Se da outra vez estava quase dormindo, desta estava bem acordada, de pé na cozinha preparando um suco. Eis que tombei pra trás, como que perdendo o equilíbrio. Pensei: “ui, que tontura!”. Voltei à bancada e…zupt…caí outra vez pra trás. Não sei como explicar, mas a sensação é mais ou menos a de estar em pé numa gangorra ou caminhando sobre um barquinho pequeno (pra quem já entrou em um, sabe do que estou dizendo). De verdade pensei que ia desmaiar e me segurei forte na bancada. Quando ouvi o estalo dos vidros da janela, as cordinhas da cortina e a luminárias suspensas da cozinha de um lado a outro é que me dei conta do que estava rolando. Buscar o telefone a uns 2 metros não foi tarefa das mais tranquilas. Bom, os seguintes 2 minutos passei debaixo de uma mesa, quase chorando, falando ao telefone com meu noivo, que estava do lado de lá seguindo os procedimentos instruídos pela sua empresa. Esta foto aí abaixo é o que via da minha janela, minutos após o terremoto. Uma empresa evacuando o edifício.

Realmente não sei dizer quanto tempo durou tudo isso, réplicas, etc. Só saí debaixo da mesa quando as cordinhas não balançavam mais. Isso não significa que parou de balançar. Ao contrário. Acreditem ou não, até agora sinto umas vertigens, como se o “pra-lá-pra-cá” perdurasse. Deve ter alguma explicação científica pra isso, sei lá. Não pensei que ia morrer, nada disso. Os prédios aqui, depois de 85, foram preparados pro “balança mas não cai”. Isso não diminui o medo. Longe disso. Meu único pensamento era: “quando isso vai parar pelo amor de Deeeeeeus!?” rs.

Na vida a gente se enquadra a tudo (e assim deve ser), mas a isso realmente nunca vou me acostumar. ME-DO!

Mas o lado divertido da história (sempre tem uma coisa boa pra rir, mesmo nos piores momentos, né!? Se não, temos que buscar!), além de lembrar de mim embaixo da mesa, é que acabei dando entrevista pra Folha de São Paulo e a reportagem saiu na Folha, num site do Mato Grosso e na Gazeta do Povo, de Curitiba (reportagens abaixo, enviadas pelo sogrão). A gente passa medo, mas pelo menos se diverte! =o)

O assombroso novo

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Esta semana senti novamente aquele medinho, frio na barriga por ter que enfrentar uma nova situação. Passei três dias em um evento sobre investimentos, em outro estado, a convite de uma empresa. Mais do que acompanhar as discussões, fui fazer a cobertura de algumas palestras para a empresa organizadora. Para não perder o costume e para que pudessem conhecer meu trabalho, aceitei a oferta. Também pelo desafio de cobrir um tema novo, em outro idioma e, claro, para conhecer pessoas interessantes por lá. Ainda que esteja super acostumada a este tipo de evento, de cobertura, de networking, não pude evitar a sensação de insegurança, um frio na barriga e pensamentos passageiros de “não vou enfrentar essa”. Foi como seu eu estivesse fazendo aquilo pela primeira vez. Um misto de adrenalina boa com um medo.

Foi um novo e interessante desafio. Ouvir debates sobre um tema tão específico, com dados, números, nomes que jamais havia ouvido, em inglês, com tradução em espanhol. Esse foi o cenário! Não foi fácil, claro. E certamente não fiz tudo o que poderia fazer em condições normais de temperatura e pressão! E daí, né!? É preciso ter paciência e se dar um tempo (este é tema de um post que está por vir).

Também foi bom pra confirmar uma coisa que eu já sabia e que aprendi com uma história que ouvi de uma executiva super conceituada, que em determinado momento resolveu dar uma pausa temporária na carreira. Ela me contou que muitas pessoas com quem se relacionava quando estava no mundo corporativo nem sequer respondiam mais os e-mails ou telefonemas dela na fase sabática. Tempos depois ela voltou ao mercado, a frente de várias empresas. Nada como um dia após o outro, né!? Hoje, ela diz que procura escrever e atender a todos que a procuram, independente de quem seja. Senti isso na pele. Não com pessoas conhecidas, mas com quem estava conhecendo. Algumas delas, quando viam que eu, supostamente, não podia “ajudar”, subitamente se desinteressavam, pediam licença e se retiravam. Me faz rir. Uma pessoa, inclusive, eu estava super interessada, pois tem uma história bacana, um perfil bacana pra oferecer a revistas do Brasil. Mas ela nem sequer me deu seu cartão (mas deu ao pessoal da mesa em que almoçávamos).

Quem quer mudar precisa ter isso em mente, saber que esses medos vão ficar mais frequentes e que muita gente não vai te dar mais tanta bola. Não importa! Para quem não mudou, cuidado com as relações interesseiras e a visão pequena…amanhã esta pessoa pode ser seu chefe ou um player importante para você. Como eu já tinha tudo isso em mente, é sempre mais fácil digerir os sapos e, por isso, passo a frente este aprendizado. O importante é estar confortável e bem resolvido com sua decisão e seguir encarando, dia-a-dia estas borboletas na barriga!