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O primeiro dia de aula!

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Primeiros dias são sempre cheio de adrenalina e expectativas. Seja aos 5, 15, 30 ou 60 anos, imagino, seja de trabalho, escola. É um (re) começo, gente nova, novos conhecimentos e uma série de novidades que nem temos ideia. Hoje, mais uma vez, passei por esta experiência. Fui ao meu primeiro dia de aula no curso de espanhol. Acordei cedo, com medo de perder a hora, corri, para que tudo saísse bem. Ao entrar na universidade já senti aquele cheiro de escola. Não sei explicar. Talvez seja puro devaneio e pegadinha do meu cérebro, mas pra mim todas as escolas tem aquele mesmo cheiro….dá-lhe memória olfativa!
Foi como emergir e tomar fôlego. Não que eu me sentisse sufocada, ao contrário. Mas não posso negar que estar ali naquele ambiente universitário, descobrindo pessoas (a maioria esmagadora mais nova do que eu), salas, horários, ambientes – tudo novo – deu certa graça ao meu dia. Uma sensação de liberdade. Mais ainda, de vitória. Porque, não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma tendência enorme a empurrar com a barriga tudo aquilo que de alguma forma me dá medo. Uma desculpinha aqui, outra ali. Pra mim mesma, o que é pior. Mas imagino que não estou sozinha nessa e isso passa em menor ou maior grau com muita gente.
Mas o grande barato desta “nova realidade” é que isso não funciona e, por bem ou por mal, tenho que enfrentar meus fantasmas e inseguranças – ou não saio do lugar, certo? Tem sido um bom exercício e aprendizado! Encarar de frente o desconhecido, o desconfortável, o novo, é muito gratificante (falo por mim, claro), principalmente depois que passa…rs. Pra mim, a melhor analogia seria com os exercícios físicos (de novo, falo por mim). Não gosto de ir, adio, tenho preguiça, mas quando vou, vale a pena pela sensação de conquista por ter vencido mais uma etapa (sem contar a “danada” da endorfina saltitando no corpo). Vamos ver o que me espera daqui pra frente.

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Uma hora a ficha cai

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Bom, primeiro desculpe pelo sumiço. Confesso, esta coisa de festas, ceia, deu preguiça! Mas nesta correria toda, véspera da chegada de um novo ano, tenho pensado sobre muitas coisas. Uma delas é a certeza cada vez maior de que a gente se acostuma com tudo. Nossa ansiedade no meio de uma mudança é tão grande que as vezes não somos capazes de perceber quando as coisas já se acalmaram. Essa ficha caiu no dia 25 agora, dia de natal.

Pra mim o natal sempre foi uma festa gostosa e familiar. Sempre foi da mesma forma: véspera com a família do meu pai e 25 com a da minha mãe. Passava o ano todo esperando esta data e tinha verdadeiros pesadelos toda vez que pensava na possibilidade deste “ritual” mudar. Aos poucos realmente foi mudando. Mas nos últimos dois anos a mudança foi radical. Em 2010 passei meu primeiro natal longe de casa, da minha família. As semanas que antecederam minha viagem pra passar as festas aqui com meu noivo foram angustiantes. Como acontece na maioria das vezes, apesar de uma tristezinha, na hora do “vamos ver” foi mais tranquilo do que imaginei. Mas, este ano, apesar da saudade, foi diferente. É como se essa fosse minha nova realidade. Um novo ritual nasceu!

O que quero dizer é que muitas vezes criamos monstros para dar forma ao ‘novo’. Com isso, deixamos de viver coisas diferentes por puro medo de não se adaptar, medo de alguma coisa que não sabemos exatamente como vai terminar, por não querer abrir mão das nossas certezas, enfim. Um pouco do que tenho falado aqui desde que comecei a escrever o blog. Mas neste natal, me dei conta mais uma vez, de que quando a gente arrisca, passado aquele turbilhão de sensações inicial, as coisas naturalmente se encaixam. E, quando menos se espera, nos damos conta de que aquela nova vida, rascunhada e caricaturada até ali, se tornou nosso “roteiro original”, que pode ser tão ou mais instigante do que o anterior. Essa sensação é única, garanto!