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Finalmente 30!

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Demorou, mas oficialmente hoje entro na casa dos 30! Quando era mais nova, a chegada aos 30 era quase um tabu. Não sei bem ao certo, mas acho que naquela época imaginava que nesta idade estaria casada, com uns 3 filhos (grandes), enfim. Mal imaginava quanta coisa ia rolar até aqui!

Nestes últimos dias tenho feito uma retrospectiva da minha vida. E confesso que a ficha não caiu. Ter 30 anos ainda é algo distante. Não que eu tenha problemas com a idade, ao contrário. Conheço muita gente que se arrepia com o assunto. E até por conta disso, estive pensando sobre o que representa ter finalmente entrado pra casa dos trintão. Queria entender se eu tenho motivos para também me preocupar (rs). E mais uma vez, depois de filminhos e mais filminhos passando na cabeça, concluí o óbvio: tirando umas marcas de expressão e outras cositas más, tá tudo igual!

Conheço gente com 20 e poucos muito maduras e verdadeiramente envelhecidas pela forma como encaram a vida. Também não me faltam exemplos de pessoas com 30 (ou mais), que parecem não ter aprendido nada e ainda se comportam como adolescentes (acho que estes casos são piores do que os primeiros…triste!). Enfim. O que quero dizer é que idade não tem nada a ver com maturidade, bagagem, jovialidade ou velhice. O que importa mesmo é a forma como conduzimos nossos dias, nossas experiências, nossos aprendizados, nossa vida. Há quem prefira encarar tudo isso de frente e, dia após dia, subir um degrau. Tem também aqueles que preferem se esconder, ignorar as chances de crescer e deixar a vida passar. E acho que, no final das contas, é este descaso com o tempo e com as oportunidades que está por trás das crises de idade. É a sensação (ou constatação) de que o tempo passou e muita coisa não foi feita.

Não vou dizer que quando olho pra trás não sinto um pouco disso. Seria mentira! Quem não mudaria alguma coisa na sua trajetória que atire a primeira pedra. Mas de forma geral, me sinto feliz e satisfeita com meus passos, escolhas, erros e acertos até aqui. Por escolha, não estou casada e nem tenho filhos, como imaginava. Não moro perto da minha família, não sou rica e, hoje, estou trabalhando por conta própria, Tomei outros caminhos antes. E é essa sensação de controle da própria vida que conforta e me enche de satisfação.

Bom, desculpe o longo texto e possíveis erros no texto ou na conexão das ideias. Estou escrevendo este texto de madrugada (aqui são 01h23 do dia 01/03/2012, me aniversário), morta de sono, justamente pra registrar e compartilhar com vocês meus primeiros sentimentos neste novo ciclo, neste velho-novo rumo! Que venham os caminhos futuros e os próximos 30 anos!!!

Nota

Engraçado observar como nada é absoluto. Nem nossa vida, nem nossas convicções, que dirá nosso emprego (este, aliás, menos ainda). Por isso bato na tecla de que mudar, ou pelo menos se abrir para o novo, é fundamental.

Há alguns meses, como jornalista, eu estava no papel de entrevistadora de pessoas, contadora de histórias. Hoje, vivo o papel de entrevistada, pelo meu competentíssimo amigo headhunter, Marcelo Cuelar. Ele, aliás, foi muitas vezes entrevistado por mim. Uma inversão de papéis bacana!!! =o)

Quando ele me propôs este “papo”, depois de ler meu blog, nem hesitei. Ele queria mostrar o caso real de alguém que fez uma mudança. E o resultado está aqui no Na Mira do Headhunter. Perguntas muito habilidosas! Vale a pena ler (e acompanhar o blog dele!!!)!

Ironias da vida

A vida é hoje!!! Por que não?

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Esta música é uma das preferidas da minha mãe. Mais do que ouvir e matar um pouco a saudade dela, resolvi começar assim este post, porque a letra é incrível e tem tudo a ver com o tema de hoje. Vale MUITO a pena ouvir, quantas vezes for!

Tinha um texto preparado, mas mudei os planos com a notícia que recebi da minha amiga Valéria (uma jornalista que conheci trabalhando). Ela me contou sobre a morte súbita de um executivo com quem trabalhou e que eu entrevistei algumas vezes. Este executivo, o Pedro, tinha pouco mais de 30 anos e na sexta-feira teve um infarto fulminante.

Escrevo sobre isso não para criar um climão, mas porque histórias como essa ajudam a refletir sobre o que fazemos das nossas vidas, do nosso tempo e do nosso poder de escolha. Não conhecia muito o Pedro, não sei quantas horas trabalhava por dia, nem se tinha outras atividades. Mas sei que o trabalho era uma de suas prioridades. Conheci muitos profissionais que perderam o vínculo com a vida fora do escritório. Muitas vezes eles deixam de arriscar, de viver histórias diferentes, de sair da zona de conforto e de buscar coisas novas, por medo de perder a pseudo estabilidade e segurança que o trabalho traz.

Independente da trajetória do Pedro – que pode ter sido cheia de mudanças e busca pelo novo -, sua morte precoce me dá ainda mais certeza de que tomei a decisão correta ao “arriscar”. Não queria passar o resto da minha história frustrada por não ter vivido o que estou vivendo agora. Porque a vida é hoje e o que vale são nossas experiências e os exemplos que deixamos. Que o Pedro encontre descanso e aproveite bem as novas coisas que estão por vir, aonde quer que esteja!

PS: Minha amiga Val mora hoje em Rennes, na França. É uma guerreira que também fez uma grande e inspiradora mudança, que um dia conto pra vocês!